PF indicia por fraudes ex-assessor de Pacheco e diretor de agência de mineração
27 de junho de 2026 § Deixe um comentário


A Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais concluiu duas operações — Rejeito e Parcours — que investigaram organizações criminosas voltadas a fraudes em licenciamento ambiental e autorizações de pesquisas (minerárias), resultando no indiciamento de 51 pessoas, entre empresários e agentes públicos, por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.
Entre os indiciados estão o diretor-geral Agência Nacional de Mineração, Mauro Henrique Moreira Sousa, e o ex-vereador e ex-assessor do senador Rodrigo Pacheco, Pablo César de Souza (Pablito).
As informações são do blog do Fausto Macedo, do Estadão.
No relatório da Operação Rejeito, a PF aponta que empresários montaram um esquema para obter licenças e autorizações indevidas, citando Lucas Kallas (apontado como dono da Cedro Mineração) — embora a defesa afirme que ele não integra a empresa desde 2017 — e relacionando seus negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na Operação Parcours, a investigação identificou mensagens e diálogos que sugerem um canal privilegiado entre o diretor-geral da ANM, Mauro Sousa, e empresários, especialmente Luís Fernando Franceschini (da Empabra), com trocas de ofícios, pedidos de pareceres e informações internas sobre tramitação de processos, o que motivou o indiciamento de Mauro por advocacia administrativa.
O diretor Caio Trivelatto também foi indiciado por suspeita de corrupção.
Pablito, o ex-assessor de Pacheco, foi indiciado por participação em fraudes que viabilizaram licenças de exploração.
A investigação inicial chegou a citar Pacheco, o que levou o caso ao STF antes de ser devolvido à primeira instância por ausência de indícios.

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