Nunes Marques quer mudar modelo de polícia do TSE criado por Moraes

23 de junho de 2026 § Deixe um comentário

Kassio Nunes promete abandonar em 2026 o modelo de censura digital do TSE imposto por Alexandre de Moraes nas últimas eleições

Segundo registra a Folha, o tribunal chega ao pleito deste ano com um “programa de combate à desinformação” esvaziado.

Na prática, o novo presidente do TSE tem dito que pretende reduzir a remoção de conteúdos das plataformas digitais, preferindo o direito de resposta.

Ou seja, quer diminuir o poder de polícia do tribunal, marca da gestão Alexandre de Moraes.

Conforme documentaram e denunciaram o ex-assessor Eduardo Tagliaferro (hoje perseguido pelo STF) e Mike Benz, a interferência arbitrária de Moraes, com perseguições políticas a inimigos, que serviram de laboratório de censura para os EUA de Biden e culminariam na prisão de Bolsonaro, marcou as disputas de 2020, 2022 e 2024.

Frederico Alvim vai chefiar o programa de combate à desinformação do TSE e firmar novas parcerias.

Ele comandou a AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) quando o ministro Edson Fachin presidiu o tribunal.

Kassio também propôs a criação de uma comissão de IA para elaborar soluções, além de ter aberto um edital para a contratação de empresa de inteligência cibernética.

A postura do novo presidente do TSE incomoda colegas do STF, que dão sinais de que podem usurpar seus poderes, ou pelo menos pressionar por remoções.

E o PT está atento a esse movimento.

Nas eleições de 2026, o partido de Lula conta com um núcleo de inteligência digital, que inclui monitoramento em tempo real nas redes.

São 14 advogados sob a coordenação de Angelo Ferraro, 42 anos, um profissional com bom trânsito na Corte.

Ele já havia participado das campanhas nacionais do PT em 2018 e 2022 e traz essa expertise na tentativa de Lula pela reeleição.

O time da pré-campanha conta com cerca de 60 pessoas, incluindo comunicação, jurídico e estrategistas da campanha.

Pela estratégia do PT, o núcleo facilita na hora de acionar o TSE para a remoção de conteúdos em que considere haver “desinformação”.

Nesta pré-campanha, o partido já foi ao TSE 63 vezes enquanto, em toda a campanha de 2022, foram 73 representações.

Nas palavras do advogado André Marsiglia, “núcleo de inteligência é um nome bonito para time de censura”.

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