Quem mais faz parte da conexão Bahia
19 de junho de 2026 § Deixe um comentário

André Mendonça promete que “muita coisa ainda está por vir”. E as especulações começam pelo PT da Bahia, o coração do partido no seu maior reduto eleitoral: o Nordeste.
Augusto Lima, o principal sócio de Daniel Vorcaro a quem Jaques Wagner vendeu o Credicesta, onde tudo começou, era o canal de “contato” do Banco Master “com pelo menos seis governadores”, afirma quem conhece o assunto, e outros políticos de alto escalão do Nordeste cujos nomes ainda não apareceram formalmente nos relatórios da PF.
Mas há um homem-bomba na Bahia, em especial, que faz o PT tremer.

Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, ex-publicitário e ex-marido da atual mulher de Jaques Wagner, já está mencionado no relatório da Polícia Federal como o elemento que “fazia a articulação entre o núcleo empresarial do Banco Master e o entorno pessoal de Jaques Wagner”.
Ele já aparecia como um abridor de portas do PT na investigação da Operação Satiagraha, de 2008, como o homem com o maior trânsito e a mais alta influência junto aos mais graduados nomes da cúpula nacional e da cúpula nordestina do PT

Por todas essas relações, “fez” seu filho, Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner, e também alvo da operação de buscar apreensão de quinta-feira, secretário de Meio Ambiente da Bahia no atual gpoverno.
A Operação Satiagraha correu em 2008. Investigava corrupção, desvio de verbas publicas e o resto de sempre envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, baiano, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. “Guiga” era tido como o principal lobista do banqueiro, que remunerava seus serviços pela Brasil Telecom, controlada na época pelo Banco Oportunity.
Tudo acabou no padrão já clássico do lulismo: toda a operação foi anulada pelo STF, os ladrões ficaram livres e o delegado responsável, Protogenes Queiroz foi condenado criminalmente e exonerado da Policia Federal.
Outras figuras de proa do esquema Jaques Wagner – PT da Bahia/Nordeste:
Valério Marega Júnior é tido como “operador financeiro ligado a estruturas de fundos e sociedades utilizadas no contexto do Banco Master”. Valério tinha a “posição de coordenação operacional” para a compra do apartamento Poème Horto que Jaques Wagner diz que “era para a filha”.
Ele mesmo, Jaques Wagner, enviou mensagem a Augusto Lima dizendo que “a unidade (que ele queria) é a 1702 e o preço é 2,45 mi”. O Guga liga então, na sequência, para Valério e lhe repassa os dados do corretor, do empreendimento, da unidade e o valor. O contato do operador estava salvo como ‘Valério Fundos’ no celular de Augusto Lima.
David Lopes Monteiro é o “operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro associado ao Banco Master”. A atuação dele se dá de forma coordenada com Daniel Lopes Monteiro, seu irmão, advogado e homem de confiança de Vorcaro.
O nome de David também aparece nas conversas em que o enteado do parlamentar cobra documentos e pagamentos. David é irmão de Daniel Lopes Monteiro, que foi preso em abril. Segundo a Polícia Federal, o advogado também teria participado de tratativas relacionadas ao apartamento Poème Horto, mas posteriores à aquisição do imóvel.
Os investigadores dizem que, após a primeira fase da Compliance Zero, Daniel atuou para “reorganizar juridicamente a situação do imóvel, inclusive por envio de minutas contratuais e instrumentos de cessão de direitos aquisitivos”. A PF viu risco de interferência sobre provas e por isso resolveu mirar o advogado novamente.
O homem de confiança de Vorcaro é considerado peça central não só do esquema de pagamento de propina ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, que resultou em sua prisão, mas de outras “estruturas” montadas pelo ex-dono do Banco Master.
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