Entrevista de Trump ao NY Times mostra que a bola está com o Irã
16 de junho de 2026 § Deixe um comentário


David Sanger, do New York Times, fez uma entrevista por telefone de 28 minutos com Donald Trump no dia do aniversário do presidente, domingo.
Eis os pontos principais das respostas:
- Diz que o acordo garantiria que o Estreito de Ormuz fosse “permanentemente livre de pedágio”
- Disse que havia salvado Israel da destruição nuclear.

- se o Irã não chegar a um acordo nuclear ele retomará os ataques
- tornará os Estados Unidos “o guardião do Oriente Médio em troca de 20% das receitas da região”…
- havia remodelado o Oriente Médio a favor dos Estados Unidos.
- Elogiou Xi Jinping e Vladimir V. Putin, por ajudarem na resolução do conflito e não interferirem no bloqueio do Estreito.

- Sobre Xi disse que “ele foi um verdadeiro cavalheiro”.
- criticou Netanyahu por ataques que quase inviabilizaram o acordo.
- “Ele é um cara muito difícil”
- se o Irã tivesse uma arma nuclear, Israel não duraria nem duas horas.”
- à pergunta sobre se havia obtido a concordância dos estados do Golfo? não ofereceu uma resposta direta,
- descreveu a atual liderança, incluindo Mojtaba Khamenei, como “pragmática”.
- Sobre ter instado o povo iraniano a se levantar, reconheceu ter dito isso, mas prosseguiu observando que o povo iraniano não tinha acesso a armas – e seria massacrado se tentasse.
- afirmou que se o Irã matar manifestantes, não obterá o alívio das sanções e o acesso a US$ 25 bilhões congelados
- segundo Sanger, Trump parecia estar descrevendo concessões iranianas que o país ainda não fez ou que foram adiadas para negociações subsequentes.
- sobre a suspensão da cobrança de pedágio pela travessia de Ormuz, ela vele por apenas 60 dias; o futuro será definido nas negociações.

- O Irã nunca havia cobrado pedágio antes da guerra
- comparou repetidamente seu memorando com o acordo de Obama de 2015
- afirma que seu acordo garantirá que o Irã “não possa desenvolver ou comprar uma arma nuclear”.
- o Irã concordou com isso quando ratificou pela primeira vez o Tratado de Não Proliferação Nuclear em 1970 e reafirmou esse acordo na primeira página do acordo da era Obama.
- os iranianos insistiram que jamais abririam mão de seu direito de enriquecer urânio,
- Trump afirmou que ainda estavam negociando se o Irã suspenderia seu enriquecimento por 20 anos.
- quando questionado se esse limite era o mesmo do acordo da era Obama — que limitava o enriquecimento a 3,67%, um nível utilizável em reatores nucleares, mas não em armamentos — ele disse apenas que o novo acordo garantiria que “eles só poderiam enriquecer para fins não militares.

- disse não tinha pressa em retirar o combustível quase de grau bélico dos subterrâneos em que permanecem depois dos bombardeios.
- afirmou vagamente que os Estados Unidos, com o tempo, se uniriam ao Irã na “diluição” do material nuclear
- não estabeleceu um prazo e se mostrou vago quanto ao cronograma.
- parece estar celebrando como concessões já feitas as que estarão na mesa de negociações na Suíça
- insistiu que o Irã não receberia nenhum alívio das sanções ou liberação de seus ativos congelados até que cumprisse seus compromissos.
- insistiu que os Estados Unidos acabariam trabalhando com o Irã para extrair, diluir e remover todas as 12 toneladas de combustível nuclear enriquecido que o país possui.
- no acordo de Obama, 97% do estoque do país foi enviado para a Rússia.
- sugeriu que os Estados Unidos teriam o que ele chamou de “fortes poderes de policiamento”
- disse que o acordo anterior permitia que as solicitações de inspeção se estendessem por meses e que no seu acordo o acesso será quase instantâneo.
- O Irã não se pronunciou publicamente sobre tal acordo.
A integra da entrevista está

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