Era exatamente isso o que o Lula temia, não?
13 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Refinarias brasileiras venderam mais de 100 milhões de litros de nafta para a Petrodansk, empresa investigada por desviar o produto para postos de gasolina em esquema de contrabando e lavagem de dinheiro ligado ao PCC, facção criminosa designada como Organização Terrorista Estrangeira pelos Estados Unidos.
Segundo a Reuters, a Riograndense foi principal fornecedora, enviando 116 milhões de litros sem o marcador químico exigido pela ANP para coibir fraudes entre 2023 e 2024.
Ela fica no sul do Brasil e pertencente à Petrobras, com ligações com a gigante petroquímica Braskem e o conglomerado de energia Ultrapar, segundo mostram documentos da agência reguladora de petróleo, a ANP.
A Petrodansk é acusada de desviar nafta para postos em São Paulo, emitindo recibos falsos de venda de solventes a empresas de fachada que não existem, enquanto caminhões permaneciam em São Paulo.
A Riograndense afirma que a irregularidade foi falha operacional não intencional já corrigida e bloqueou vendas à Petrodansk em outubro 2024 após identificar problemas de conformidade.
Se a investigação confirmar que refinarias brasileiras transacionaram com uma empresa ligada ao PCC, elas podem sofrer sanções civis e criminais, incluindo processo nos EUA, responsabilidade civil com indenizações que podem chegar ao triplo do dano, e confisco civil de bens.
Instituições financeiras brasileiras podem ser bloqueadas do sistema financeiro global baseado em dólar, perder contas correspondentes nos EUA (que na prática equivale ao afastamento do mercado global), e sofrer corte de relações por bancos e parceiros internacionais que evitam sanções americanas.
Não era esse o medo de Lula?

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