Nos EUA, prevalecem as leis do país, não as da FIFA
11 de junho de 2026 § Deixe um comentário


O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar jogos da Copa, que começou hoje, mesmo sendo uma das revelações da FIFA na África.
O governo americano negou o acesso do profissional mesmo estando devidamente credenciado por possíveis ligações com terrorismo.
O mesmo aconteceu com o fotógrafo que acompanhava o time do Iraque.
Ele teve entrada negada em Chicago.
Já o atacante iraquiano Aymen Hussein passou 7 horas retido para inspeções adicionais na imigração.
Enquanto o meia Woodensky Pierre do Haiti conseguiu visto apenas dias antes da competição.
Ao contrário do Brasil, que fez todas as concessões que a FIFA exigiu, os EUA determinam as regras na Copa 2026 em seu país.
A FIFA teve de aceitar que o governo dos EUA retenha ou impeça a entrada de qualquer pessoa (árbitros, jogadores ou jornalistas) que considere uma ameaça ou que seja afetada por proibições de viagem, independentemente de estarem credenciadas pelo torneio.
Países sob sanções enfrentaram longas inspeções ou foram obrigados a fixar base no México.
Além disso, a segurança do evento é liderada pelo FBI e Departamento de Segurança Interna (DHS), inclusive com financiamento federal, o que substitui o escopo tradicional e dita as regras de acesso e revista ao público.
A FIFA precisou concordar com a ampla operação de monitoramento dentro e fora das arenas, que incluiu o uso de drones, caminhões de raios X e câmeras com inteligência artificial operadas pelo governo norte-americano.
Também teve de aceitar regras tributárias para ingressos e produtos, incluindo as seles taxes e gorjetas.
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