Eduardo Tagliaferro é habilitado como perito judicial em ação contra o Itaú

11 de junho de 2026 § 1 comentário

Ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, que cansou de acobertar os crimes do chefe e, tomando o cuidado de seguir todos os protocolos técnicos que aprendeu ao se formar em computação forense, apresentou ao mundo provas irrefutáveis e tecnicamente perfeitas desses crimes, Eduardo Tagliaferro, ainda que perseguido e exilado pelo meliante que denunciou, voltou a ser habilitado como perito judicial.

Vivendo na Itália desde abril de 2025, ele fará a perícia judicial em um processo na Vara Cível de Astorga (Paraná) que contesta uma contratação digital bancária do Itaú, analisando autenticidade de assinaturas eletrônicas e possível fraude.

A Justiça do Paraná autorizou sua atuação técnica no caso do Itaú, onde ele poderá receber honorários periciais conformes à complexidade do trabalho.

Tagliaferro apresentou provas de que Alexandre de Moraes adulterou documentos para justificar uma operação da Polícia Federal contra empresários apoiadores de Bolsonaro em 2022, expondo metadados que comprovam que relatórios técnicos foram criados depois da busca e apreensão, e acabaram incluídos no processo com data retroativa.

Ele também denunciou um monitoramento direcionado da direita nas eleições de 2022, com ordens de Moraes para focar em pessoas como Carla Zambelli, e revelou a existência de um “gabinete paralelo” para perseguir opositores, fortalecendo o Dossiê Moraes que já reúne mais de 90 alegações de abusos.

Tagliaferro documentou as acusações usando perícia forense digital para analisar metadados, preservando documentos e conversas que não deletou apesar de ordens superiores, e apresentou provas em audiências remotas no Senado e na Câmara dos Deputados.

Apesar de todos os crimes que revelou com provas irrefutáveis, estes permanecem

impunes e Tagliaferro se tornou réu no STF por “vazamento de mensagens sigilosas” do gabinete de Moraes quando ele presidia o TSE, com acusações de “violação de sigilo funcional, coação processual e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito (!!!)”.

Hoje, aguarda processo de extradição solicitado pelo ex-chefe, que é vítima e juíz no mesmo caso.

§ Uma Resposta para Eduardo Tagliaferro é habilitado como perito judicial em ação contra o Itaú

  • dercioconceicao disse:

    Dossiê Moraes
    https://www.dossiemoraes.com.br

    O Dossiê Moraes é uma plataforma pública e um livro criados pelo vereador de Curitiba Rodrigo Marcial (Novo-PR) para catalogar supostos abusos de autoridade e violações constitucionais atribuídos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

    O projeto nasceu de forma digital e colaborativa na internet, mas se expandiu e virou uma obra impressa lançada no início de 2026.

    O principal objetivo político do documento é fundamentar e pressionar por pedidos de impeachment contra o magistrado no Senado Federal.

    O tema divide profundamente a opinião pública e as forças políticas no Brasil.

    O Conteúdo do Dossiê

    O levantamento reúne mais de 150 episódios documentados a partir de notícias e decisões judiciais tomadas desde 2019. A lista de casos inclui o início do inquérito das fake news, ordens de prisão, bloqueio de contas bancárias e suspensão de perfis em redes sociais.

    Os criadores do dossiê submetem cada um desses eventos a análises jurídicas próprias. Eles argumentam que os atos configuram crimes de responsabilidade e quebra de garantias fundamentais. A plataforma também funciona de maneira colaborativa, permitindo que cidadãos enviem novos relatos ou assinem o apoio ao impeachment do ministro.

    Diferentes Visões e Reações

    Visão de Apoiadores e Oposição
    Parlamentares de oposição e influenciadores de direita utilizam o dossiê como instrumento de pressão política. Figuras como Eduardo Bolsonaro, Deltan Dallagnol e Marcel van Hattem já divulgaram ou endossaram o material publicamente. Eles defendem que o compilado traz transparência e expõe excessos do Poder Judiciário.

    Visão de Críticos e Governistas
    Setores alinhados ao governo e veículos de comunicação independentes, como o The Intercept Brasil, classificam a iniciativa como uma peça de propaganda política da extrema-direita. Os críticos afirmam que o dossiê distorce decisões puramente legais do STF – voltadas à defesa da democracia (???) e ao combate a atos golpistas (???) – para transformá-las falsamente em abusos. Também apontam que a coleta de assinaturas serve, na verdade, como estratégia eleitoral para formar bancos de dados partidários (???). (“Acuse-os do que você faz; xingue-os do que você é”.)

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