Você se deixaria operar por um médico diplomado por cota?

10 de junho de 2026 § 4 Comentários

O Ministério Público Federal quer obrigar o Hospital Albert Einstein a adotar cotas nos programas de residência médica, com reserva de 30% para negros, 10% para pessoas com deficiência, 5% para indígenas, 5% para quilombolas e 5% para transexuais.

E pede multa diária de R$ 10 mil se o hospital não se comportar como um braço do governo, seguindo normas que não têm força de lei.

Atualmente, o programa de residência médica do Einstein oferece ampla concorrência, com 111 vagas distribuídas em diferentes áreas médicas, e os médicos aprovados passam por prova teórica, prática e análise de currículo.

Na ação que moveram na Justiça, os promotores militantes apresentam três alegações para obrigar o hospital a tratar de forma desigual seus candidatos a residente, em detrimento da excelência daqueles que um dia precisarão tomar decisões cruciais em casos de vida ou morte:

  1. Vínculo do Einstein com o Proadi-SUS (programa do Ministério da Saúde que concede imunidade tributária aos hospitais filantrópicos e obriga contrapartida social, incluindo ações afirmativas conforme Portaria GM/MS nº 5.801/2024);
  2. Classificação da residência médica como pós-graduação sujeita à Lei de Cotas de 2012; e
  3. Necessidade constitucional de democratização para corrigir desigualdades históricas.

Em resposta, o Hospital Albert Einstein já informou que seus programas de residência são financiados com recursos próprios, privados, sem vínculo com o Proadi-SUS.

Também esclareceu que segue as normas da Comissão Nacional de Residência Médica, que tornou cotas facultativas, defendendo sua autonomia administrativa para conduzir processos seletivos.

Para além da confusão legal, os percentuais exigidos pelos promotores são desproporcionais, sugerindo um evidente trabalho silencioso de “engenharia social”.

O MPF pede ao Einstein cota de 5% para transgêneros, mas menos de 2% da população se declara trans.

A cota é oito vezes maior do que a fatia real da população.

No caso dos quilombolas, a desproporção é ainda maior.

Eles representam 0,65% da população, segundo o IBGE.

Em relação aos negros, existem a manipulação histórica de dados do IBGE, fundindo pardos (maioria) e pretos, como se fossem um grupo só.

No fim, a pergunta que fica é a do título: você se deixaria operar por um médico diplomado por cota?

§ 4 Respostas para Você se deixaria operar por um médico diplomado por cota?

  • kittencasuallye1d2cd8bf9 disse:

    Nem morto !

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    A LIBERDADE AMEAÇADA PELO GOVERNO QUE DEVERIA GARANTI-LA.
    Conclusão simples: O GOVERNO É CRIMINOSO E PRECISA SER DEPOSTO E ENCARCERADO.

  • Waldyr Borges Junior disse:

    Admitidos os “cotistas”, deverão eles ser encarregados do atendimento médico ao presidente e vice presidente da República, ministros do governo e dos tribunais superiores, senadores e deputados federais, seus cônjuges e demais dependentes.

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