PGR quer que caso dos respiradores de Rui Costa nunca entregues volte ao STF
4 de junho de 2026 § 1 comentário


A Procuradoria-Geral da República afirmou, em nova manifestação ao Superior Tribunal de Justiça, que as suspeitas de crimes na compra de respiradores pelo então governador da Bahia Rui Costa podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula.
Conforme reportagem do Estadão, a PGR sustenta que o caso deve ser enviado novamente ao Supremo.
Em 2020, no início da pandemia de covid-19, Rui Costa, como governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste, assinou um contrato de R$ 48 milhões para compra de respiradores pulmonares com uma empresa que não tinha documentação necessária para importar os aparelhos e autorizou pagamento adiantado, mas os respiradores nunca foram entregues e o dinheiro até hoje não foi recuperado.
A PGR diz que o cenário é tão grave que, até hoje, os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado, e a Polícia Federal ainda está finalizando diligências para descobrir o destino dos recursos, que podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, incluindo Rui Costa.
Além de considerar o contrato “prejudicial”, a PGR cita que Rui Costa foi implicado no acordo de delação premiada dos donos da empresa responsável por vender os respiradores, que afirmaram fazer pagamentos a um lobista que se apresentou como amigo de Rui Costa e teria intermediado a contratação da empresa.
O inquérito foi aberto em 2020 pela Polícia Civil da Bahia e desde então se arrasta lentamente porque passou por diferentes instâncias afetado por sucessivas mudanças na regra do foro privilegiado (do juízo estadual ao STJ, deste ao STF, depois à Justiça Federal da Bahia, voltando novamente ao STJ, em seguida ao Supremo e agora de volta ao STJ).
A PGR critica essas sucessivas mudanças de foro que resultaram na paralisação de diligências por seis anos e argumenta que os fatos de ocultação dos recursos continuaram ocorrendo enquanto Rui Costa era ministro da Casa Civil.
Muito estranho que a PGR do Lula/PT esteja ressuscitando esse caso escabroso. Será que é para inocentar o Rui Costa? ou para acabar de vez como fizeram com a Lava Jato?