Na Colômbia, direita faz discuros em cabine blindada para não levar tiro
3 de junho de 2026 § Deixe um comentário

O advogado conservador Abelardo de la Espriella, que obteve 43% dos votos válidos no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, precisa fazer discursos protegido por vidro blindado, colete a prova de balas e seguranças armados até os dentes, inclusive com escudos de proteção.
Foi o que se viu em seu comício de comemoração da vitória no domingo.
O reforço na segurança se deu poucos dias depois de um atentado que matou dois membros de sua equipe de coordenação e logística, na região de Cubarral.
Alinhado à direita, com elogios a políticas defendidas também por Trump, Milei e Bukele, Espriella ruge como “tigre”, aliás, seu apelido, contra o crime organizado.
E, mesmo com as ameaças, garante que manterá sua candidatura, defendendo o endurecimento das ações contra organizações armadas, grupos guerrilheiros e o narcotráfico.
No ano passado, o senador Miguel Uribe Turbay, pré-candidato à presidência da Colômbia, morreu após ser baleado em um comício.
Nos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio informou que prendeu agentes iranianos enviados para assassinar Trump.
Em 13 de julho de 2024, durante um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, o presidente americano foi atingido de raspão na orelha direita por um tiro disparado por um atirador portando um fuzil semiautomático a pouco menos de 150 metros do palco.
No Brasil, em um evento público em Catalão (GO), Lula traçou um paralelo entre os irmãos Bolsonaro e Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes.
Embora o presidente tenha atentado contra os livros ao desinformar sobre quem foi enforcado nessa história, o presidente disse que os “traidores da pátria” merecem o mesmo destino.
O discurso foi interpretado por seu adversário Flávio Bolsonaro como incitação à violência e ameaça.
Ele anunciou que vai levar ao STF uma notícia-crime contra Lula.
Seu pai, durante a campanha de 2018, levou uma facada.
A lista de atentados contra personalidades de direita é longa, conforme elenca o jornal A Gazeta do Povo:
Charlie Kirk (setembro de 2025)
Comentarista, ativista e aliado próximo de Donald Trump, foi assassinado com um tiro no pescoço enquanto discursava na Universidade Utah Valley. O governador de Utah, George Cox, afirmou que o atirador, Tyler Robinson, é um radical de esquerda.
Miguel Uribe Turbay (agosto de 2025)
Senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, morreu dois meses após ser baleado em um comício.
Donald Trump (julho de 2024)
Candidato à presidência dos EUA pela segunda vez, foi ferido na orelha direita por um disparo durante um comício na Pensilvânia, em uma das diversas tentativas de assassinato contra ele.
Hervé Breuil (junho de 2024)
Candidato do partido Reunião Nacional na França, agredido por um grupo mascarado durante sua campanha — ao ser derrubado no chão, sofreu um derrame cerebral.
Robert Fico (maio de 2024)
Primeiro-ministro da Eslováquia, baleado várias vezes em um evento público, sobreviveu em estado crítico após cirurgias.
Michael Stürzenberger (maio de 2024)
Ativista anti-imigração e jornalista alemão, esfaqueado durante um evento público e gravemente ferido.
Alejo Vidal-Quadras (novembro de 2023)
Ex-vice-presidente do Parlamento Europeu e fundador do partido de direita Vox na Espanha, baleado no rosto no centro de Madri — a investigação apontou “terrorismo patrocinado pelo Estado do Irã”.
Thierry Baudet (novembro de 2023)
Líder do partido holandês Fórum para a Democracia, atacado com uma garrafa de cerveja e hospitalizado com cortes profundos na nuca e perto de um dos olhos.
Tino Chrupalla (outubro de 2023)
Presidente do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), internado após sofrer um ataque com uma seringa antes de um evento de campanha
Fernando Villavicencio (agosto de 2023)
Candidato à presidência do Equador, assassinado a tiros ao sair de um comício.
Andreas Jurca (agosto de 2023)
Candidato à câmara legislativa da Baviera pela AfD, agredido fisicamente por sua posição política.
María Corina Machado (agosto de 2023)
Principal opositora do chavismo e candidata à presidência da Venezuela, denunciou perseguição política e foi atacada fisicamente em pelo menos duas ocasiões por grupos pró-Maduro.
Riley Gaines (abril de 2023)
Ex-nadadora e ativista política, atacada e confinada em uma sala da Universidade Estadual de São Francisco após discursar contra a participação de homens biológicos em esportes femininos.
Michael Knowles (abril de 2023)
Comentarista e influenciador, alvo de violência política promovida por um grupo “antifascista” que lançou uma bomba contra um prédio da Universidade de Pittsburgh onde ele discursaria — um policial ficou gravemente ferido no episódio.
Shinzo Abe (julho de 2022)
Ex-primeiro-ministro japonês, líder do Partido Liberal Democrata (de centro-direita), assassinado a tiros durante uma campanha eleitoral.
David Amess (outubro de 2021)
Parlamentar britânico do Partido Conservador, esfaqueado até a morte dentro de uma igreja por um apoiador do Estado Islâmico.
Walter Lübcke (junho de 2019)
Político conservador da União Democrata-Cristã (CDU) na Alemanha, assassinado a tiros em sua casa por um neonazista.
Frank Magnitz (janeiro de 2019)
Deputado da Alternativa para a Alemanha, brutalmente agredido em Bremen e hospitalizado com graves ferimentos na cabeça.
Jair Bolsonaro (setembro de 2018)
Candidato à presidência do Brasil, foi esfaqueado na barriga durante um comício em Juiz de Fora (MG), mas sobreviveu após cirurgias.
Steve Scalise (junho de 2017)
Congressista republicano e apoiador ferrenho de Donald Trump, gravemente ferido em um tiroteio durante um treino de beisebol.
Theresa May (dezembro 2017)
Primeira-ministra do Reino Unido, foi alvo de um plano de assassinato frustrado pela polícia.
George W. Bush (maio de 2005)
Presidente dos EUA, alvo de um ataque quando um homem arremessou uma granada contra o palco onde ele discursava na Geórgia — o explosivo não detonou.
Zoran Djindjic (março de 2003)
Primeiro-ministro sérvio, pró-Ocidente, assassinado em Belgrado após liderar a deposição de Slobodan Milosevic.
Pim Fortuyn (6 de maio de 2002)
Político holandês, assassinado a tiros por um militante ambientalista de esquerda.
Wolfgang Schauble (outubro de 1990)
Político alemão, ficou parcialmente paralisado após ser baleado três vezes em um evento de campanha eleitoral.
Luis Carlos Galán (agosto de 1989)
Senador e candidato à presidência da Colômbia, liberal “linha-dura” contra o narcotráfico, assassinado durante um comício por criminosos ligados a Pablo Escobar.
Margaret Thatcher (1984)
Primeira-ministra britânica, escapou por pouco da explosão de uma bomba plantada pelo grupo terrorista IRA em um hotel — cinco pessoas morreram no ataque.
Ronald Reagan (março de 1981)
Presidente americano, foi ferido por disparos em Washington após um discurso, mas sobreviveu após cirurgia de emergência.
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