Moraes defende controle global das redes sociais

1 de junho de 2026 § Deixe um comentário

Alexandre de Moraes, aquele que há anos usa o inquérito das fake news para perseguir seus opositores políticos na internet – segundo revelou e documentou seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro -, defendeu hoje no Gilmarpalooza em Lisboa uma regulamentação internacional das big techs e das redes sociais.

Ele justificou sua posição com um argumento que também poderia valer para juízes do STF: a falta de neutralidade, no caso das plataformas digitais.

“As redes sociais não são ruins (…) o erro foi considerar que as big techs não têm interesses econômicos, políticos ou ideológicos. Claro que podem ter, mas não podem fingir não tê-los”, disse.

“Se não há neutralidade, deve haver regulação”, afirmou o ministro, cuja família recebeu R$ 80 milhões do Banco Master sem que isso o impedisse de votar casos ligados a Daniel Vorcaro.

Para Moraes, o mundo precisa de regulamentação global.

Não à toa o tema deste ano do Fórum de Lisboa começa com a expressão “Nova ordem internacional”.

Figuras ligadas a Lula como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, também marcaram presença.

O número total de participantes no evento de Gilmar Mendes subiu de 360 em 2025 para 450 em 2026 – um recorde para o evento, este ano com incremento de mais estrangeiros.

Mas o número de brasileiros caiu.

Relator dos inquéritos ligados ao Banco Master e às fraudes do INSS, André Mendonça foi uma das grandes ausências.

Outro que não compareceu foi Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que preferiu comparecer a um evento em seu estado, o Amapá.

O deputado federal Ubiratan Sanderson acionou o TCU para solicitar uma apuração sobre os gastos públicos relacionados à participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026.

A iniciativa mira despesas custeadas por órgãos públicos com viagens internacionais, hospedagens, diárias e outros custos ligados à presença de agentes públicos no encontro realizado em Portugal.

Ao menos 135 autoridades e servidores públicos receberam autorização para participar do encontro, que reúne integrantes dos Três Poderes, além de empresários, juristas, advogados e representantes de diferentes setores da economia.

Mais uma vez, o jornalista português Sergio Tavares confrontou um ministros do STF, agora foi o organizador do evento, Gilmar Mendes.

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