Lula diz que PCC e CV são terroristas, mas que são ‘nossos criminosos’
29 de maio de 2026 § 1 comentário

Lula disse que está “triste” com decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras.
Chegou a falar em “nossos criminosos”, como se fossem de estimação.
Voltou a sugerir que há risco de intervenção e dizer que isso é culpa dos irmãos Bolsonaro, como aconteceu no tarifaço, chamando-os de traidores da pátria.
Referiu-se ao secretário de Estado dos EUA como “um tal Marco Rubio”.
Disse também que os brasileiros não aceitam ser tratados como “moleques” ou como uma “republiqueta”.
Mas admitiu que o PCC e o CV são terroristas: “Eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam as cidades, eles roubam tudo a que o povo tem direito, e o direito de o povo viver livremente. Então, eles são terroristas, e nós vamos combatê-los aqui dentro”.
Enquanto Lula discursava no palanque eleitoral, sua equipe de governo se reunia em Brasília para soltar um comunicado sobre a decisão dos EUA.
Participaram do encontro os ministros da Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario Durigan; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira; e da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.
A nota Secom basicamente dizia que a soberania brasileira é “inegociável” e também criticou veladamente os Bolsonaro: “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.
Sergio Moro, que julgou e conhece bem Lula, criticou o comunicado.
Segundo ele, a nota confirma que o Executivo ficará “do lado do CV e do PCC e contra a população brasileira”.
“Isso a pretexto de preservar o Brasil de uma fantasiosa intervenção externa. Não é à toa que o crime organizado prosperou nos vinte anos de governos do PT. Não é à toa que o estado mais violento do país, a Bahia, seja também governado pelo PT. Essa aliança do governo com o mundo do crime tem que acabar”, complementou o senador e pré-candidato ao governo do Paraná.
Ao portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro, que confirma que o PCC e o CV foram pautas da reunião com Trump, Rubio e Vence, diz que “há mais por vir”.
Ao lado de Paulo Figueiredo, que participou dos encontros, ele também já articula uma retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
O que precisa ser combatido é crime organizado pelo lula.