A ‘extrema má-fé’ do Itaú em 14 anos de cobranças indevidas
27 de maio de 2026 § 2 Comentários


O Itaú admitiu, em acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, praticar por 14 anos cobranças indevidas de pequenos valores mensais na fatura de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes, por serviços não contratados ou solicitados, revela o portal Metrópoles.
A ação civil coletiva que originou o acordo classificou a prática como de “extrema má-fé”, por ser reiterada contra milhares de consumidores ao longo dos anos.
As cobranças apareciam nas faturas com nomes genéricos como “Seguro de AP Premiado”, “Seguro Proteção Especial”, “Lig Bloqueio” e “Seguro Perda/Roubo 96 horas”, estratégia para esconder a origem e dificultar que clientes identificassem e contestassem os descontos irregulares.
Muitos correntistas se sentiam obrigados a pagar as cobranças indevidas por medo de punições por não quitar o valor total da fatura, sob pena de enfrentar juros e multas na fatura seguinte.
O banco dificultava o cancelamento com burocracia: clientes que pediam cancelamento não eram atendidos, e mesmo após o Itaú se comprometer a interromper as cobranças, os valores continuavam aparecendo nas faturas.
A irregularidade atingiu também cartões nunca solicitados pelos clientes, que permaneciam bloqueados e nunca utilizados, mas recebiam lançamentos de cobranças por seguros e outros serviços.
O esquema vitimou até quem não era correntista do Itaú, pois o banco administra cartões de outras empresas como Ipiranga, Fiat, Volkswagen, Ford, TAM, Azul, Vivo, TIM, Magazine Luiza, Ponto Frio e Instituto Airton Senna, totalizando 133 tipos de cartões em 2016.

Parabéns por noticiar a matéria e a forma como foi publicada. Sem “rodeios” e direto. Temos outros casos destes muito em breve em outro chamados “bancões” ou “bancãos” .
Sim, aconteceu comigo.
Reclamei no PROCON e me devolveram tudo .