“La Revolución”, quem diria, acabou em uma nova corte de ladrões
25 de maio de 2026 § 2 Comentários



No Brasil, a imprensa que te tapeia mal mencionou o assunto. Vende Raúl Castro como um pobre velhinho, ainda herói de “la revolución”, covardemente assediado pelo Donald Trump do vizinho gigante.
Mas nem o NY Times esconde mais o triste fim de “la revolución” que só Lula e as redações brasileiras ainda reverenciam. Fez, na semana passada, uma extensa matéria de que não se ouviu falar por aqui, mostrando o que é o Grupo de Administração Empresarial SA, a GAESA, criada por ele, o bom velhinho Raúl e apropriada pela família Castro, que se dedica, como Lula e família, a saquear o que restou de Cuba e do povo cubano, só que com os requintes de desfaçatez e explicitude que só quem já fuzila há 70 anos ininterruptos pode se permitir.
Conta o NY Times, partindo da visita do diretor da CIA, John Ratcliffe à ilha no ultimo dia 14 de maio para cobrar a execução da ordem dada por Donald Trump no início deste mês para que fossem expandidas as sanções, não contra Cuba propriamente, mas contra a GAESA, “cujas receitas excedem em mais de três vezes o orçamento do Estado cubano”.

Na mesma semana, Marco Rubio disse, durante uma viagem ao Vaticano, que “a GAESA é uma empresa privada que tem mais dinheiro que o governo cubano, e nem um tostão desse dinheiro é usado para construir uma única estrada, uma única ponte, ou para fornecer um único grão de arroz a um único cubano, com exceção dos donos da GAESA”.
“As sanções do governo Trump são contra essa empresa que está roubando o povo cubano em benefício de poucos. E nós vamos fazer mais”.
A GAESA assumiu as feições que tem hoje no momento pós-colapso da União Soviética em 1991, que pôs a ilha de Fidel em desespero. Mas suas raízes remontam à década de 1980, quando Raúl Castro, então ministro da Defesa, convenceu seu irmão Fidel, a permitir que ele fizesse mudanças para favorecer os interesses financeiros dos militares, que andavam murmurando demais.
Depois da queda da URSS, já não havia dinheiro para pagar as tropas. E então “la revolución” entregou aos militares que sustentavam o regime setores inteiros da economia estatal. O principal deles foi o de turismo, por onde começou a abertura para investimentos estrangeiros (dólares) na ilha.

O grande voo decolou quando Raúl subiu à presidência com a morte de Fidel em 2008. Hoje, praticamente toda a economia cubana está “sob a supervisão” da GAESA, que estendeu seus tentáculos também para as novas colônias de Cuba, como Angola.
Hoje, a GAESA é mais poderosa do que nunca, gera bilhões em lucros, mas a pobreza em Cuba nunca foi maior.
Em 2011, pouco depois de se tornar presidente, Raúl colocou seu genro, o general Alberto Rodríguez López-Calleja, no comando da GAESA. Após a morte do General Rodríguez em 2022, a Brigadeiro-General Ania Guillermina Lastres Morera, que foi sancionada por Washington com a Lei Magnitsky neste mês, foi colocada na chefia da GAESA. De sangue, ela não tem parentesco com os Castro. Mas o filho do ex-chefe da GAESA e neto de Raúl, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, tem “ligações estreitas” com a Brigadeiro-General Lastres.
Registros de voo mostram que, em 2024, eles viajaram juntos em um jato particular para o Panamá, conhecido berçário de empresas falsas para esconder dinheiro sujo, onde a GAESA registrou diversas empresas “para burlar as sanções americanas”, segundo uma investigação de um grupo de veículos de imprensa locais.

Em seguida, o jovem Rodríguez Castro, conhecido como “El Cangrejo” (O Caranguejo), emergiu como uma figura-chave nas negociações com Washington, tendo se reunido com a equipe de Marco Rubio no início deste ano.
Outro membro da família Castro que atua como intermediário nessas negociações é Óscar Pérez-Oliva Fraga, sobrinho-neto dos irmãos Castro. Ele é atualmente vice-primeiro-ministro de Cuba e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro — um pilar importante da economia.
“O governo reclama do embargo americano quando lhe convém, mas depois constrói esses hotéis como se não houvesse embargo”, diz Ricardo Torres, economista da American University em Washington, especializado em Cuba.
Após o acordo de 2015 entre Cuba e o governo Obama, que restabeleceu as relações diplomáticas e flexibilizou as restrições de viagem, a GAESA apostou alto no turismo. Inicialmente, os americanos acorreram à ilha e a GAESA embarcou numa onda de gastos: em 2025, construiu 121 hotéis, contra 56 na década anterior, adicionando 22.000 novos quartos, sempre pagos em dólares.

Mas então vieram o primeiro governo Trump, que proibiu as visitas, e a pandemia em sequência, mas mesmo assim a GAESA seguiu construindo hotéis, negligenciando todos os outros setores. Em 2024, Cuba gastou quase 40% do seu orçamento com turismo e hotelaria, no mesmo ano em que as taxas de ocupação giravam em torno de 30%.
O orçamento para o turismo foi cerca de 11 vezes maior que o orçamento para educação e saúde somados em 2024.
No ano passado, a GAESA inaugurou o luxuoso hotel Iberostar no prédio mais alto de Cuba. O hotel cinco estrelas se destaca na paisagem urbana de Havana, com suas casas dilapidadas. No entanto, os poucos turistas que se aventuram dizem que o hotel está praticamente vazio quando o visitam.
“Os militares alegam que têm todos esses lucros para atender emergências. Bem, a situação de Cuba está péssima. Mas onde está a GAESA?”, resume um especialista.

“O comunismo é um crime de falsidade ideológica, antes das eleições e um crime contra a humanidade, depois de “tomar o poder”.
Enfim, um grande golpe contra o país e seu povo.
As personas usadas pela quadrilha que pretende dar o gópi no Estado podem ter várias faces ardilosas, tudo dependerá das fraquezas e necessidades do povo e do país a ser tomado.
São verdadeiras facções criminosas, sempre a serviço de um poderoso e seus interesses espúrios em explorar o país.
O trabalho da quadrilha é dominar as instituições, gerar a instabilidade popular, a psicose coletiva e a imunização cognitiva, ao ponto de o povo não suportar a realidade e implorar pela redenção utópica, oferecida covardemente pelos marginais, como se fosse o som mágico do flautista.
O passo seguinte é a tomada do poder, a opressão do povo e o entreguismo aos interessados, por trinta dinheiros, seguido do esbulho do dinheiro público, transformando as estatísticas do país em submissão à tirania dos criminosos.
A diferença da gangue de Sierra Maestra para a do ABC foi a substituição do paredón pelos sorrateiros métodos Fabianos/Gramscianos.
A ideologia comunista, os manifestos partidários, as promessas de salvação nacional, a defesa dos fracos e oprimidos, as críticas ao governo que pretendem vencer e toda a parafernália de demonstrações de bons moços não passam de narrativas, de encenação para TOMAR O PODER EM UM GOLPE CRIMINOSO.
Depois que se sobe a rampa do palácio e a faixa é colocada no peito, aquela cena de juramento sobre a Bíblia seria totalmente dispensável, porque os únicos deuses que eles veneram são: DINHEIRO E PODER.
“O governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Essa minoria, porém, dizem os marxistas (e dizem também os comunistas, os socialistas, os progressistas, os esquerdistas e o beatifull people em geral), compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.
Mikhai Bakunin, 1814 – 1876, pensador russo. Foi um teórico político, sociólogo, filósofo e revolucionário anarquista.