Fábricas importam operários da China para trabalhar aqui

24 de maio de 2026 § 1 comentário

As fábricas chinesas de automóveis que estão sendo implantadas no Brasil importam trabalhadores da China não só para operar as linhas de montagem que incluem tecnologias não existentes previamente no país, e treinar trabalhadores brasileiros, como alega o vice-presidente da BYD, Alexandre Baldy, mas até para obras de construção civil de um complexo residencial com 600 apartamentos a 3,5km da fábrica, “que deve abrigar trabalhadores chineses envolvidos nos projetos de Camaçari como em outras cidades do Brasil”, o que dá pra entender posto que na China ha um só proprietário de todas as fábricas de todas as coisas e, portanto, todo mundo trabalha para o mesmo patrão, o Partido Comunista Chinês.

Na terça-feira passada (19/5), sindicalistas faziam um piquete na entrada da obra por aumento salarial e melhoria das condições de trabalho para os trabalhadores baianos, que se queixam que os trabalhadores locais são preteridos.

Em dezembro de 2024, o Ministério Público do Trabalho resgatou 163 trabalhadores chineses em situação considerada análoga à escravidão na construção da fábrica da BYD. Os trabalhadores permaneciam quase como prisioneiros no recinto da obra, sem banheiros decentes e comendo comida infectada tirada de baldes, o que dá pistas sobre porque os produtos chineses são tão baratos.

A montadora e duas empresas terceirizadas assinaram um acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho para encerrar a ação.

Nos últimos três anos houve um crescimento contínuo no total de vistos de trabalho para cidadãos da China. A média é de mais de mil registros por mês desde junho de 2025.

As autorizações para chineses representaram 38% do total de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros no primeiro trimestre deste ano no Brasil. Foram 3.193 autorizações para cidadãos do país, em um universo de 8.232 registros no período.

Os chineses envolvidos com a fábrica de Camaçari e entorno foram 2.700. 47% dos que chegaram desde 2025 possuem ensino superior e 32%, ensino médio.

O segundo estado com mais registros é São Paulo, onde se concentram escritórios das empresas e também a fábrica de outra montadora de carros eletrificados, a GWM, inaugurada em 2026.

Longe das fábricas, na região da Berrini, em São Paulo, circulam trabalhadores das mais de 50 empresas da China com escritórios nos arredores. A presença dos expatriados fez surgir uma rede de serviços para atendê-los, o que inclui sete restaurantes de comida típica do país numa área de seis quadras.

Este é um extrato de matéria da Folha de S. Paulo que pode ser lida na íntegra,

§ Uma Resposta para Fábricas importam operários da China para trabalhar aqui

  • dercioconceicao disse:

    são bem conhecidas as situações de assédio a trabalhadores na China (casos isolados, é bem verdade) que no passado ganharam repercussão internacional, especialmente envolvendo metas abusivas em bancos ou empresas menores, – nessas situações, instrutores terceirizados chegavam a agredir ou humilhar funcionários para “motivar” a equipe.

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