Equipe econômica de Lula trabalha para gastar como o seu mestre mandar

16 de maio de 2026 § Deixe um comentário

O colunista da Folha Marcos Mendes, organizador do livro “Para não esquecer: políticas públicas que empobrecem o Brasil”, faz um alerta preocupante sobre a contas e a sanha do governo Lula.

Segundo ele, os ministérios da Fazenda e do Planejamento foram transformados em comitê financeiro de campanha eleitoral.

“A equipe econômica, cuja função seria apontar limites, riscos e custos nos desejos políticos, atua apenas para operacionalizar e viabilizar as ordens de gastar: tudo o que seu mestre mandar!”, escreve o pesquisador do Insper.

Para ele, a metralhadora giratória de políticas de distribuição de benefícios de impacto eleitoral só faz crescer a dívida pública e cria políticas públicas “tortas”.

Lula disse que seu novo ministro do Planejamento é “mágico para aparecer dinheiro”.

O problema, segundo o colunista, é que o último “mágico” que passou pela gestão financeira da União foi Arno Augustin, deixando no governo Dilma a famigerada herança de pedaladas e recessão.

E o pior é que o dinheiro que pode vir dos ganhos com o aumento do preço do petróleo não será usado para sanear as contas, mas cobrir gastos “eleitorais”: “Como um sujeito endividado que ganha na loteria e, em vez de arrumar sua vida financeira, torra tudo e volta à precariedade”.

Enquanto isso, o TCU tem um relatório na ponta da agulha para interromper os truques contábeis para driblar as regras fiscais, como o uso de empréstimos subsidiados pelo Tesouro que não entram como gasto “primário”, mas, sim, “financeiro”.

Lista de algumas bondades de Lula para se reeleger:

  • Subsídios ou redução tributária para diesel, GLP, gasolina, biodiesel e querosene de aviação.
  • Crédito subsidiado para empresas aéreas, compra de caminhões, bens de capital, exportadores, máquinas agrícolas, microempresas de turismo.
  • R$ 30 bilhões em empréstimos para taxistas e motoristas de aplicativo.
  • Refinanciamento de dívidas estudantis e Desenrola.
  • Mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal para poder dar benefício tributário sem a correspondente compensação.
  • Redução da jornada de trabalho com pagamento de compensações às empresas, seja por desoneração da folha, seja por aumento nos limites para enquadramento nos regimes favorecidos (Simples e MEI).
  • Pacote para a segurança pública, sendo R$ 10 bilhões do total de R$ 11 bilhões alocados via empréstimos a estados e municípios via BNDES, para comprar equipamentos e não custear os gastos correntes.
  • Fim da “taxa das blusinhas”.

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