Moraes e a PF de Lula vão atrás de outro adversário. Agora é Cláudio Castro

15 de maio de 2026 § Deixe um comentário

Sob o comando de Alexandre de Moraes e apoio técnico da Receita, a PF de Lula deflagrou hoje mais uma operação contra um adversário político do governo.

Desta vez, o alvo é o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do mesmo partido dos Bolsonaro.

Ele é acusado de proteger e favorecer os interesses do Grupo Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, do empresário Ricardo Magro, apontada como uma das maiores devedoras contumazes do país, com dívidas junto a estados e à União que superam R$ 26 bilhões – só em São Paulo a sonegação soma cerca de R$ 9,6 bilhões.

Castro é investigado ainda pelo aporte de R$ 970 milhões da RioPrevidência no Banco Master.

Com a marca registrada de Moraes, a ação da manhã de hoje integra as apurações conduzidas pela PF no escopo da ADPF 635/RJ, mais conhecida como “ADPF das Favelas”, que trata (ou deveria tratar) de questões relacionadas à segurança pública e à atuação de órgãos estaduais em comunidades vulneráveis.

Durante a batizada operação Sem Refino, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

Também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades econômicas de empresas do Grupo Refit.

E pediu a inclusão do nome de Ricardo Magro, que mora em Miami desde 2016 e é alvo de prisão preventiva, na Difusão Vermelha da Interpol.

As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação da refinaria vinculada ao grupo.

Segundo a PF, o governo do Rio, sob o comando de Castro, adotou uma série de medidas políticas, administrativas e jurídicas que criaram um ambiente institucional favorável à continuidade do esquema criminoso da Refit.

A operação também investiga o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do Estado Renan Saad.

De acordo com as investigações, Castro promoveu trocas estratégicas em cargos de alto escalão, sancionou leis direcionadas e orientou órgãos estaduais a favorecer a Refit mesmo com irregularidades, além de se encontrar com Ricardo Magro em evento em Nova York custeado pela Refit.

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