Nova presidência do TSE dificilmente muda alguma coisa

12 de maio de 2026 § Deixe um comentário

Nunes Marques tomou posse hoje como presidente do TSE. Ele vai presidir a eleição geral de outubro tendo Andre Mendonça como vice.

A imprensa domesticada especulava que ele vai “impor mais agilidade aos processos” (que Carmen Lucia), “intensificar articulações internas” (logo que chegou ao STF indicado por Bolsonaro, compôs-se com Lula) e “afastar a Corte dos holofotes” (comparado com Alexandre de Moraes).

O TSE é composto por 7 ministros: 3 do STF, 2 do STJ e 2 juristas.

Mas, ainda que com mais cautela, vai ter de seguir as regras que o candidato Lula está preparando com base na jurisprudência estabelecida na eleição passada por Alexandre de Moraes quanto ao que é ou não é “crime contra a democracia” na internet, à revelia do que está escrito na constituição, na Declaração Universal dos Direitos Humanos ou no Marco Civil da Internet, que ficaram no passado de um Brasil que ainda era bom de futebol.

E quanto à urna, continua “sagrada” sob pena de degredo da rede social ou coisa pior, na falta de ilhas remotas neste planeta devassado. O Estadão hoje, antecipando o que vem aí, traz matéria dizendo que “Em 200 dias, nenhum partido político pediu para inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas” aberto desde outubro passado.

O código-fonte fica aberto um ano antes de qualquer eleição desde que Bolsonaro “fez diversos ataques sem provas contra o sistema de votação”, no dizer do jornalão. E isto é indicando segura do que se poderá esperar, posto que a imprensa domesticada continua ofendendo a inteligência de seus leitores ao seguir fingindo que ainda não entendeu que o problema que Bolsonaro, e mais da metade do Brasil, apontavam – e o congresso corrigiu tres vezes tendo sua ação desmanchada pelo PT ou pelo STF, é que justamente é impossível haver prova do que quer que seja no sistema atual, que exclui e proíbe a produção de contra-provas.

O Estadão esqueceu de lembrar, também, que a “inspeção do código fonte” autorizada em 2021 foi aquela em que foi permitida a entrada no ambiente do TSE de pessoas com canetas na mão e sem autorização para copias eletrônicas ou fotos, para olhar por alguns minutos os milhões de caracteres do código fonte, que gerou aquele famoso relatório dos especialistas militares dizendo que não podiam garantir ou concluir nada a partir desse tipo de “exame” que, mesmo assim, acabou por constituir “prova” de uma “trama golpista” com pesadas penas de prisão “democráticas”.

A ver o que a nova presidência conseguirá fazer dentro desse apartamento.

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