Sobre o súbito amor do Lula pelos Estados Unidos (texto)

7 de maio de 2026 § 1 comentário

Nas mãos de Lula nada se perde, tudo se transforma … em tijolos para a escadaria do poder.

O encontro entre Lula e Donald Trump se transformou no maior evento da campanha eleitoral até agora. Todo o discurso da longa entrevista coletiva a jornalistas brasileiras dada depois da reunião estava pautado pela percepção do calejado presidente, expert em campanhas eleitorais, de que é preciso abrir janelas para o eleitorado “do meio”, porque já está absolutamente claro que o de esquerda não é suficiente para reelegê-lo mais uma vez.

As razões do lado americano para o encontro são óbvias Eles não disfarçam a premência que o país sente em garantir o abastecimento em metais raros em que os Estados Unidos são pobres, a China é rica e o Brasil é remediado.

É uma questão de fazer contas. O Brasil é o caminho mais curto – e talvez o único – para evitar o controle absoluto da China sobre esses metais. É preciso conseguir um acordo sobre isso antes que algum aventureiro lance mão deles (como vai lançar, se Lula for reeleito).

Esta é a razão fundamental do encontro, decidido meio no desespero para acontecer antes da eleição brasileira, como comprova o fato de Lula ter encomendado e aprovado às pressas um projeto de regulação da exploração desses metais do jeito que ele quer, para não ter de se submeter a pressões e negociações, e enfiar em Trump a mesma “narrativa” que enfia sobre a ditadura que vai implantando no Brasil: “são decisões do Judiciário (e neste caso, do Legislativo) em que não cabe ao presidente interferir”.

O encontro serviu para “restabelecer relações normais” com os Estados Unidos que estavam abaladas – quase rompidas – pela forte derrapagem do Brasil para a ditadura de estilo chinês dos últimos anos.

A cobertura de 24 horas dada ao evento pela CNN, a emissora oficial de “antecipação das tendências do governo Lula”, confirma que já estava previsto transformar o evento no que Lula espertamente o transformou.

Não houve qualquer acordo ou resultado de curto prazo a ser anunciado. A questão concreta supostamente em tela – o processo do Brasil pela seção 301 da autoridade comercial americana – passou batida, sem nenhum detalhe ou decisão, segundo o relato do próprio Lula. Estipularam uma discussão entre os técnicos nos próximos 30 dias, que é como se resolvem essas coisas: entre autoridades e técnicos em comércio e advogados, e não entre presidentes, que só assinam o que for decidido.

Nem mesmo a questão candente do crime organizado foi discutida.

O que há de concreto, e Lula repisou em quase todas suas respostas, é que está de volta o Lulinha Paz e Amor, no lugar do vingativo mandante dos ataques do STF à democracia e à constituição e ds prisões arbitrárias de inocentes, aberto para uns Estados Unidos que, de repente, não mais que de repente, ele passou a amar, sem nenhuma preferência pela China, que só cresceu 10 vezes mais, na sua ocupação de espaço no Brasil, “por WO dos americanos”.

Fora desse súbito amor aos EUA em igualdade de condições com o “sistema chinês” a quem o STF declara admiração e fidelidade, dirigido ao “eleitorado do meio”, que não gosta dos Bolsonaro mas tem mais medo de virar a China do que deles, todas as outras respostas de Lula foram as de sempre: a advertência, nunca ouvida, da sua incondicional confiança no “poder da narrativa”, o moderno nome da mentira, seguida de uma longa fieira das próprias (as mentiras).

§ Uma Resposta para Sobre o súbito amor do Lula pelos Estados Unidos (texto)

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    O feitiço da falência do Brasil acaba falindo o feiticeiro…
    Diante das delações de Carvajal e Maduro sobre lula, Trump sabe com quem está lidando e representou cinicamente o papel de estadista respeitador, ao mesmo tempo em que ganha pontos com a mídia americana, demonstrando menos belicismo do que o habitual, em mais esse encontro vazio.
    Exatamente por saber com quem lida, Trump também arma o alçapão diplomático para o entreguismo de lula sobre o que lhe interessa do Brasil.
    Com tal estratégia, ele afrouxa o laço de sua presa, mas dá-lhe abertura para subverter tudo o que tenha sido discutido nessa reunião, em prol de sua reeleição e de seu ego, até que se empolgue e tropece em novos sincericídios, como os da última viagem à Europa, e que o comprometam definitivamente.
    Em sua entrevista, pós reunião com Trump, lula fala como se o estivesse ensinando sobre uma paz e amor que este desconhecia, bem como se mostra como o estrategista e “estadista” vencedor do encontro.
    Suas narrativas hipócritas não iludem ninguém mais por aqui, bem como não imagina o que Trump prepara para ele por lá.
    Portanto, a única chance de garantir mais alguns votos em outubro é parar por aqui e deixar o Alckmin engambelar os iludidos que ainda restam.

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