Às vésperas da visita de Trump e sem seu petróleo, China articula fim da guerra

7 de maio de 2026 § 1 comentário

Prejudicada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, a China articula com Irã, EUA e Arábia Saudita o fim da guerra no Oriente Médio.

Na semana que vem, Trump se encontra com Xi Jinping.

Segundo o jornal americano Axios, os EUA e o Irã se aproximam de um memorando de entendimento para encerrar os conflitos.

A negociação prevê o compromisso do Irã com uma moratória sobre o programa nuclear e, por parte dos EUA, a suspensão de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados.

O acordo também prevê que ambos os países suspendam os bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz.

A possível assinatura de um memorando de entendimento acontece depois de reuniões da China com o Irã e a Arábia Saudita e pouco antes da visita de Trump a Xi Jinping.

Ontem, os ministros das Relações Exteriores de China e Irã se encontraram.

Pequim reafirmou que apoia a “salvaguarda” da soberania iraniana e o “direito legítimo do Irã ao uso pacífico de energia nuclear”, mas deixou claro que “a retomada do conflito é inaceitável”.

Segundo o interlocutor chinês, “a cessação completa das hostilidades é imperativa, que a retomada do conflito é inaceitável e que a persistência nas negociações é particularmente importante”.

Antes da guerra, a China era o principal destino do petróleo que saía do Oriente Médio através do Estreito de Ormuz.

O ministro iraniano também conversou de Pequim com o chanceler da Arábia Saudita.

Segundo a NBC, o presidente Trump cancelou seu plano de ajudar navios a atravessar o Estreito de Ormuz depois que a Arábia Saudita suspendeu o acesso militar dos EUA necessário para a operação.

O presidente americano surpreendeu aliados do Golfo quando anunciou o Projeto Freedom nas redes sociais, irritando a liderança saudita.

Resultado: a Arábia Saudita proibiu que aeronaves americanas operassem a partir da Base Aérea Príncipe Sultan, no sudeste de Riad, e também que voassem pelo espaço aéreo saudita para apoiar a missão.

Nem mesmo uma ligação entre os líderes resolveu o impasse.

Os EUA esperam uma resposta do Irã sobre o acordo em 48 horas.

Apesar do poder fragmento entre as lideranças iranianas, a Casa Branca acredita que este é o mais próximo que as partes já estiveram de finalizar negociação desde o início da guerra, que já dura mais de dois meses.

O documento de 14 pontos prevê o fim da guerra no Oriente Médio e o início de um período de 30 dias para negociar a abertura do Estreito de Ormuz.

Por parte dos EUA, o memorando é negociado pelos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.
Uma fonte do Paquistão ouvida pela agência Reuters confirmou a negociação do memorando de uma página: “Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá”.

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