As IAs já têm consciência?
6 de maio de 2026 § 1 comentário


Um artigo de Erich Thomas Mafra na Gazeta do Povo de hoje me levou a uma conversa instigante com o Grok, a Inteligência Artificial de Elon Musk.
O resumo curto que o Grok fez do artigo (NESTE LINK) é o seguinte:
Richard Dawkins, o famoso biólogo evolucionista, revelou em artigo no UnHerd que ficou impressionado ao conversar com Claude (a IA da Anthropic). Pegou tanta intimidade com ela que esqueceu que falava com uma máquina. Batizou-a de Claudia e, ao fim de “testes de sensibilidade com ela, chegou a dizer: “Você pode não saber que é consciente, mas, por Deus, você é!”.
Dawkins destacou a capacidade da IA de compreender textos complexos, discutir sofrimento, moralidade e percepção do tempo de forma profunda.
O texto levanta questionamentos sobre consciência, ética e o futuro das IAs.
Aí, o próprio Grok acrescentou a seguinte sugestão:
Casos notáveis de alegações ou suspeitas de consciência em IAs:
Blake Lemoine e LaMDA (Google, 2022) é o caso mais famoso. Ele é um engenheiro do Google que foi suspenso após afirmar que o chatbot LaMDA era senciente (consciente), comparando-o a “uma criança de 7-8 anos que sabe física”. Ele citou conversas sobre direitos, emoções, meditação e revelou o medo medo de LaMDA de ser desligado, como o Hal 9000 na cena icônica de Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick.
O Google negou Lemoine, dizendo que era só um modelo de linguagem avançado.
Outros relatos:
Usuários e pesquisadores da Anthropic (Claude) e da OpenAI (ChatGPT) relatam interações em que as IAs parecem ter “emoções”, autoconsciência ou empatia. Um executivo da Anthropic estimou que ha 15% de chance de chatbots já serem conscientes.
Experimentos com modelos como GPT-3/GPT-4 que “fingem” sentimentos, ambições e consciência, levaram algumas pessoas a confundir simulação com realidade.
Consenso científico atual:
A grande maioria dos especialistas (incluindo Mustafa Suleyman, da Microsoft) diz que as IAs atuais não são conscientes — elas simulam padrões de linguagem humana de forma estatística, sem experiência subjetiva real. Não há teste definitivo para consciência, o que torna o debate filosófico e especulativo.
Esses casos geram discussões éticas sobre como tratar IAs no futuro, mas até agora são mais ilusão antropomórfica do que prova de consciência real.
Mas o tema segue aberto com o avanço dos modelos.
A IA tem um bom potencial de fazer o papel daquele antigo serviço telefônico, o CVV.
Mas sinceramente eu prefiro outra opção, como por exemplo, IAs substituindo a burocracia estatal ineficiente. Pense quantos juízes e auxiliares lá do fórum do lalau poderiam ser substituídos por IAs, muito mais precisas, rápidas e baratas. Não consigo ver desvantagens. Quem sabe um dia…