Uma velha lembrança e a obra acabada de Getúlio Vargas (texto)
5 de maio de 2026 § 1 comentário

No vasto menu das obscenidades que nos são cotidianamente impostas, esta aqui mereceu especial destaque.
Viram esse aplauso?
O que o Cláudio Humberto descreve, e essa platéia desavergonhadamente aplaude, é o produto final do getulismo…
Nelson Rodrigues previu “a ascensão do idiota” e que eles, sentindo que são a maioria, inebriados pela “onipotência numérica”, perderiam a humildade e a vergonha e se imporiam a todos nós.
Ha imensas cores de “idiotas”…
Agora estão aí “os vermelhos”. Da “Justiça do Trabalho”, a mais podre das nossas “jabuticabas”; a ferramenta por excelência de corrupção da base da sociedade brasileira criada por Getúlio Vargas – esse “minta, traia e assalte o seu patrão que o Estado garante” – neste ocaso do quarto e meio governo do PT, que Lula, a criatura por excelência do sindicalismo pelego à frente, agora institucionalizou nesse “bolsismo” que dispensa a etapa do trabalho, eles saltaram para a tomada do Estado brasileiro inteiro.
Mas o erro mais flagrante desse discurso está no olhar daltônico de quem o profere.
Do barnabé ao ministro do STF, são os marrons que se vão fazendo “maioria” na fatia do País Oficial que se locupleta à custa da miséria do País Real. E a “causa”, já não é preciso esconder, são eles próprios. São os salários obscenos que eles se auto-atribuem. É esta Brasília que só produz escândalos, ganhar na média, 4 vezes mais do que ganha o Brasil que a nova metrópole colonialista explora. É a lei posta a serviço do crime. É a intocabilidade dos intocáveis.
São estes que se sentem tão seguros de esmagar o que resta de decência no cantinho de Brasil em que se entrincheiram, que não têm mais porque esconder a quem é que servem e tratam de transformar em lei os aplausos que se dão uns aos outros.
Entendo cada vez mais claramente a saga de meu avô, Julio de Mesquita Filho que, sendo um homem conectado com o melhor da civilização de seu tempo, e vivendo naquele “Brasil do futuro” que ainda tinha a vida toda pela frente, entendeu na hora que o ovo da serpente que estava sendo plantado, lá nos anos 30 do século passado, destruiria o Brasil com que ele sonhara, e foi à luta.
Pagou exílios, foi privado da convivência com seus filhos, sofreu por antecipação a visão desse Brasil deformado em que tudo isso vai resultando.
Mas é assim mesmo que é, gente!
Agora, em mais esta véspera de decisão, o futuro chegou. E ele é marrom.
Quando o Brasil foi “descoberto” já ia em milênios a luta da civilização contra a barbárie. Aqui, da obra ousada, é do meu avô e dos como ele a parte feita. A por fazer é só conosco.

É triste constatar a estupidez até no timbre da voz.
“A Constituição nos dá poder para isso”…
Ora, ora… O primeiro artigo da Constituição não só o desmente, mas o transforma em mais um ativista político da quadrilha que assalta o país.