Pela 1ª vez Marco Rubio menciona improviso que levou os EUA à guerra
5 de maio de 2026 § Deixe um comentário


20 mil marinheiros estão presos nos navios bloqueados dentro do Golfo Pérsico desde fevereiro quando começaram os bombardeios dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
As condições nos navios retidos são cada vez mais criticas, tanto pelos aspectos de abastecimento e higiene quanto pela pressão psicológica envolvida. Pelo menos 20 já morreram nesse período…
Isso sem falar na questão econômica subjacente.
E essas pressões vão se revelando as mais difíceis de lidar pelo governo Trump, porque vêm de “países amigos” que nada têm a ver com o conflito.
O Projeto Liberdade foi uma tentativa de responder a essas pressões. O problema é que não interessa ao Irã resolver esse problema para Trump. Mesmo com a promessa de escolta para libertar os navios presos a questão não se resolve. É impossível garantir a incolumidade desses navios, seja qual for a escolta.
As companhias de seguros são as primeiras a entender esse fato. E sem autorização do seguro, nenhum armador pode arriscar seus navios e cargas.
Mantem-se, portanto, o impasse.
Em entrevista hoje, o Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o Projeto Liberdade é uma operação defensiva para reabrir o Estreito de Ormuz e libertar navios presos pelas ações do Irã, o que equivale a um reconhecimento de que a decisão sobre a liberação ou não desses navios depende do Irã.
Mais para Trump que para o mundo, ele repetiu que a pressão econômica sobre o Irã está surtindo efeito e que Teerã precisa retornar às negociações ou enfrentará um isolamento ainda maior e o colapso. Mas não falou em retomada de ações de destruição.
Pela primeira vez, Rubio mencionou, a propósito do que desencadeou a guerra, que Trump “ficou comovido com as imagens dos manifestantes iranianos sendo massacrados”, o que corrobora a tese do improviso e da impulsividade como o fator preponderante que jogou os Estados Unidos nessa armadilha.
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