Lula impõe fim do 6×1 em meio a estagnação e baixa produtividade

4 de maio de 2026 § 2 Comentários

O governo Lula iniciou uma campanha nacional para acabar com a jornada de trabalho 6 por 1 sem mexer nos salários, o que deve afetar 37 milhões de empregados.

O que não está na peça publicitária é a marcha à ré do Brasil das últimas décadas, incluindo a era em que o PT esteve no poder, a partir de 2003, marcada pela estagnação.

Nesse período, o país travou economicamente e perdeu riqueza em relação ao resto do mundo, registrando apenas alguns “voos de galinha”.

Com péssima gestão fiscal, baixa poupança, pouca produtividade e investimento ineficiente em educação e tecnologia, a indústria perdeu relevância no PIB, e serviços não qualificados cresceram mais que atividades de alta produtividade, como manufatura avançada.

Entre 1980 e 2025, o PIB per capita global cresceu cerca de 675%, enquanto o brasileiro avançou aproximadamente 428%, ou seja, a renda média mundial cresceu muito mais do que a brasileira.

Hoje, o Brasil ocupa a 94ª posição em um ranking de produtividade do trabalho que abrange 184 países, perdendo para Cuba e Suriname.

O país produz em média US$ 21,2 por hora trabalhada, valor significativamente inferior à média do grupo dos sete países mais desenvolvidos (G7), que é de US$ 74,6.

Embora a jornada legal no Brasil seja de 44 horas semanais, a média efetivamente praticada, fruto de negociações entre empresas e trabalhadores, é próxima de 39 horas – a norte-americana é de 38 horas, só que lá a produtividade por hora trabalhada é de mais de US$ 90.

O PIB per capita do mundo é superior ao do Brasil desde 2015, depois de uma década da chegada do PT ao poder, e apesar do boom das commodities nos anos 2000.

Foi o auge da recessão econômica, com dois anos de déficit primário, em pleno governo Dilma.

O PIB caiu 3,8% em 2015 e 3,5% em 2016.

Em 2023, o PIB per capita do Brasil foi de US$ 18.492, um número 42% menor do que seria caso o país tivesse acompanhado o ritmo de crescimento de nações como Coreia do Sul, Romênia e Botswana — a renda média do brasileiro teria alcançado US$ 31,9 mil.

No governo Lula 3, a fórmula continua dando errado: alto gasto público, juros elevados e baixos investimentos.

Em 2025, havia mais famílias no Bolsa Família do que pessoas com Carteira de Trabalho em 2.639 cidades.

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