Presos continuam nas mãos de Moraes depois da dosimetria
1 de maio de 2026 § 1 comentário


A derrubada pelo Congresso dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos 850 condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo Jair Bolsonaro, não altera sentenças automaticamente e o recálculo será aplicado justamente por quem os mandou para a prisão, Alexandre de Moraes.
Pelo projeto, a progressão de regime também será flexibilizada, o que facilita que um preso possa migrar do regime fechado para o semiaberto em menos tempo.
Ainda que mantenha as condenações por atos que estão longe do colocar em risco a democracia, pelo contrário, o PL estabelece critérios de proporcionalidade para a fixação de penas, criando condições para se abrandar as punições.
O PT vai recorrer ao STF para tentar anular a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A sigla precisa aguardar a promulgação da lei, que deve ser feita por Alcolumbre, não Lula, antes de judicializar a matéria.
Vitória ou ajuste do sistema?
Como ainda há a possibilidade desse desgoverno indicar mais um capanga para o STF e a tal da dosimetria nunca chegou perto da importante anistia, conclui-se que, na briga por popularidade, em ano eleitoreiro, o alto comando do sistema que verdadeiramente manipula o poder resolveu distensionar o cabo de guerra contra o povo, devido a limites críticos alcançados pelo lamaçal de corrupção e descontrole econômico, fatos que comprometem a integridade de poder do próprio sistema, ao sacrificar sobremaneira sua bases de popularidade.
Assim, resolveram imolar o próprio estandarte que descondenaram, desde que isto desviasse a atenção do povo sobre os verdadeiros caciques.
O sistema sabe que o descondenado foi longe demais em suas presunções, estabanado e incompetente que é para jogar o jogo da estratégia política, com inteligência, porque nunca foi além de comprar com dinheiro alheio os que se identificassem com a sua intrínseca corrupção.
O poder subiu-lhe à cabeça, sem ao menos imaginar que sua figura pudesse ser ridicularizada, exatamente pela classe trabalhadora que sempre o apoiou, mas se decepcionou, ao ver-se preterida, enquanto o crime e o assistencialismo eram exaltados.
Assim, o sistema transfere sua culpa e impopularidade a alguém previamente derrotado, enquanto tenta reforçar laços necessários com o povo, ao dar-lhe a sensação de algo que não passa de uma capciosa e ilusória vitória.