Se hoje o Senado pode barrar um ministro, amanhã pode derrubar

30 de abril de 2026 § 1 comentário

A rejeição pelo Senado da indicação de Bessias ao Supremo mostrou que, juntos, Alcolumbre e a oposição têm pelo menos 42 votos.

Ou seja, faltariam 12 para aprovar o impeachment de ministros do STF.

Algo tangível diante de uma vitória da direita no Senado nas eleições de outubro, o que pode selar o destino da Corte.

Na avaliação de magistrados, o principal recado do Congresso foi este: se hoje o Senado tem maioria para descartar um candidato a ministro, amanhã terá poder suficiente para afastar quem já compõe o tribunal, registrou Carolina Brígido, do Estadão.

Dentro do Supremo também se comenta que, para além da desmoralização do governo perante o Senado, faltou articulação ao presidente.

Enquanto Alcolumbre se empenhou pessoalmente em barrar a indicação, ligando para senadores indecisos, Lula deixou a campanha nas mãos de intermediários.

Alexandre de Moraes e Flávio Dino atuaram para garantir a rejeição de Bessias, justamente por conta do apoio de André Mendonça, relator do caso Master.

Ainda assim, a derrota acachapante também teve como objetivo mostrar a força do Senado especificamente para Moraes e Gilmar Mendes, que investiram contra Alessandro Viera e pioraram o clima para a sabatina.

Na véspera do rito, Moraes resolveu acionar a Justiça contra Vieira, alegando que o senador o associou e a sua mulher, Viviane Barci, ao PCC.

Antes disso, Gilmar já havia ido à PGR contra Vieira por crime de abuso de autoridade.

Relator da CPI do Crime Organizado, o senador havia pedido o indiciamento de ambos e mais o de Toffoli.

O primeiro a se manifestar na Corte após a derrota de Messias foi André Mendonça, que o apoio.

Segundo ele, o “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”.

E concluiu: “Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”.

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