Depois do “Bessias”, tudo volta a ser possível

30 de abril de 2026 § 2 Comentários

O Senado reagiu como instituição?

O STF imediatamente encolheu…

C.q.d…

A nota emitida um minuto depois da publicação do resultado é a negação de tudo que o STF foi até aqui.

“O Supremo Tribunal Federal reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado Federal….a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação e urbanidade…”

Ah, tá! Tá bom!

Ave, Senatus! Morituri te salutant!
É a saudação que os gladiadores davam ao imperador no Coliseu: “Ave César! Os que vão morrer te saúdam”.

Entenderam na hora que se quem está fora não entra, nem armado e vestido de ouro, com um chute desse tamanho na bunda, quem está dentro também pode muito bem ser saído.

La Boetie…

O Étienne tinha toda a razão: a existência do tirano depende essencialmente da vontade do povo de ser tiranizado.

O Brasil estava sob uma ditadura porque deixou.

Muito mais que imposição da força, a obediência é um hábito e uma escolha, onde o poder do opressor depende totalmente do consentimento dos oprimidos. 

É um consolo saber que verdades de mais de 500 anos afinal — sim! — também valem para o Brasil.

Desde 1894…

O Senado, portanto, renasceu. E com ele o Poder Legislativo … e a voz do povo.

Aqueles 42 votos contra, como que por milagre, desentortam o sistema inteiro. Vão desencadear uma rearrumação de todos os poderes e da relação entre eles, inclusive o 4º.

Tem lição pra todo mundo:

O Lula vem, ha 40 anos, derrubando todas as árvores à sua volta. Sobraram os Cuecas e os Randolfes. Agora, nem subornando o país inteiro. O Brasil que se vende aprendeu com ele: embolsa a grana mas não entrega.

Chega!

Vai morrer seco e amargurado debaixo do solão do deserto que ele mesmo criou.

E a ditadura bandalha com ele!

Vai murchar até sumir, se o país que ouvia e obedecia continuar desobedecendo.

Pra quem se enganou, meu bem, ficou a lição: constitucionalismo é constitucionalismo, religião é religião. Cada macaco no seu galho!

E hoje com a Dosimetria, dependendo da dose, reabre-se a janela para que o Poder Judiciário volte a respirar sem a ajuda de aparelhos.

Na dobradiça dessa virada está o falecido 4º Poder.

A delicia que foi ver o luto da imprensa domesticada!

Não se via um canto de boca virado pra cima enquanto o mundo desabava no Senado da Republica!

Teve apresentador que envelheceu 10 anos em alguns minutos diante dos olhos dos espectadores.

Essa imprensa amadora, rebaixada a esporte de bilionário, que se permite abrigar um jornalismo sovietizado, conseguiu ficar para trás até do famigerado Centrão do Congresso Nacional Brasileiro em matéria de alienação daquele povo de que ele deveria ser a voz, mas cujo santo nome ela nem ;pronuncia mais.

Quem passou a manhã vendo as “análises” de hoje, viu que ainda não se tocaram. Continuam acreditando que tudo nasce e morre lá naquela estação espacial de Brasilia; nada tem a ver com a vontade da nação.

Para os habitantes daquela nave a Terra ficou pequenininha, lá embaixo. Não dá pra ver gente. E nem eles querem. Eles não têm “fontes” aqui embaixo.

Essa imprensa olha Brasilia na horizontal. Uma coisa é filha da outra.

Todos os movimentos, pra ela, se referem exclusivamente às tramoias dos participantes da briga de faca no escuro da fauna que disputa a dentadas os pedaços do Estado.

Essa imprensa acredita que política é isso. Pior, essa imprensa acredita que o Brasil é isso. E como é ela que faz a ponte entre o Brasil Oficial e o Brasil Real, a política de fato vira só isso, e ameaça levar o Brasil com ela.

O Pulitzer tinha razão: “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.

A imprensa vai ter de redefinir pra quem é que ela trabalha.

Se não desembarcar da nave e voltar à Terra; se não deixar de olhar tudo isso na horizontal; se continuar não tendo de virar a cabeça pra cima pra olhar pra nave Brasilia, vai perder definitivamente a corrida pra quem tá fazendo jornalismo aqui embaixo.

Ouvindo esse pessoal, nós ficamos sabendo o que é que o Alcolumbre move.

Mas o que é que move o Alcolumbre, um homem que sabe fazer contas, na direção contrária dos cargos e dos bilhões?

O povo brasileiro, que espera de tocaia ali na frente, na eleição do presidente e dos senadores.

O Alcolumbre, que não nasceu ontem, não tira os olhos do povo que vota. E o que o Alcolumbre está vendo é o fim de uma era…

E isso nos leva direto pra onde ele está olhando:

E a eleição?

Para além do óbvio, o que dá pra ver é que, sem o lulismo, prenuncia-se também o fim do bolsonarismo.

Um existe exclusivamente em função do outro.

Té que enfim!

O sonho de um Brasil sem “ismos”…

Reabre-se, antes de mais quatro anos de calvário, a oportunidade do Brasil escapar do paralisante anel de ferro Lula versus Bolsonaro.

O Flavio está lá porque a alternativa era Lula.

E o Zema sonhou: e se não for mais?

Pois é: parece que não vai ser…

O que se tem pela frente, portanto, é a conversão em certeza da perspectiva de se corrigir uma gigantesca e vergonhosa injustiça, e de dar um jeito na terra arrasada que o Lula deixou com tudo que ele gastou pra comprar o Brasil e não levar.

Não é pouca porcaria!

A pergunta agora passa a poder ser: quem é que é capaz de consertar as duas coisas?

§ 2 Respostas para Depois do “Bessias”, tudo volta a ser possível

  • juremampimenta disse:

    Amém ! A esperança está ressurgindo, devagarinho … antes tarde do que nunca. Acredito do Zema e no Caiado ! São esperançazinhas tênues mas …

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    Não, infelizmente não há elevação ou urbanidade, mas o mesmo surrado jogo de interesses que venera o poder, acima de qualquer pudor ou ética e desconsidera a existência do povo, permanentemente engrupido por narrativas hipócritas e demagógicas, somente considerado pela necessidade de se oficializar o que já estava decidido pelos algoritmos adestrados, no dia do pseudo ato democrático do voto, nunca para atender aos interesses do país.
    Enquanto persistir essa dinâmica de sórdida jogatina de poder, sem espaço para os interesses do país, continuaremos com dois Brasis antagônicos: O Brasil brasileiro, dos verdadeiros donos, porém deserdados pelo Brasil das vilanias palacianas, sempre de costas para quem o sustenta compulsoriamente.

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