Contra a Constituição, PF espiona e censura Monark para Moraes
29 de abril de 2026 § Deixe um comentário


Depois de “examinar 428 vídeos” de Monark, um mero blogueiro da internet, a Policia Federal constituída para combater terrorismo, crime organizado e outras ameaças à democracia e à segurança pública, apresentou a Alexandre de Moraes um relatório que “apura desobediência a decisões judiciais” (inconstitucionais) por parte dele, apontando que o blogueiro “manteve um padrão de declarações com ataques (isto é, críticas) ao sistema eleitoral e a ministros da Corte, além de questionar a lisura das urnas eletrônicas”.
Os videos, publicados no Tik Tok, mostram referências ao Supremo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao processo eleitoral brasileiro, faz referências a supostas irregularidades, censura e abuso de poder por parte de autoridades (…) questiona as urnas e afirma ter havido interferência nas eleições”.
Monark também se referiu às interferências da comunidade de inteligência americana sob o governo Biden atuando junto a Moraes para influenciar o processo eleitoral brasileiro, fatos que são praticamente oficiais. Estão registrada em inúmeros documentos e agendas de Alexandre de Moraes e de Luis Roberto Barroso com diferentes braços, camuflados ou não, da CIA e do Departamento de Estado, alem de ter sido minuciosamente denunciada, com farta documentação, ao Congresso Nacional pelo ex-funcionário do Departamento de Estado envolvido nessas operações, Mike Benz.
O relatório repete praticamente o que Mike Benz disse no Congresso, só que pondo as declarações na boca de Monark:
“Afirma que, sob a ótica dos Estados Unidos sob Biden, Bolsonaro seria visto como um risco, o que justificaria uma atuação para impedir sua vitória eleitoral”, mas acrescenta, por sua própria conta, que Monark “por fim reconhece que essas conclusões são deduções e suspeitas pessoais, declarando explicitamente que não existem provas de interferência direta ou manipulação das urnas”.
Ou seja, dá um jeito de repetir o falso argumento oficial que todos os envolvidos na manipulação da eleição de 2022 repetem à exaustão, do cabeça Alexandre de Moraes ao conjunto da imprensa domesticada, qual seja, o de que “não ha provas”, quando toda a celeuma que conflagra o país gira em torno justamente do fato que o sistema das urnas sagradas do PT não permite o registro de contraprovas dos resultados que ela apresenta.
Apesar do encaminhamento do documento, diz Manoela Alcântara do site Metrópoles, a PF não formalizou indiciamento, uma vez que se trata de relatório de informações sobre os 428 vídeos anexados aos autos.

Ontem também, Eduardo Tagliaferro, o ex-assessor de Moraes que vazou áudios de seus juízes auxiliares cumprindo ordens diretas do ministro para forjar provas falsas, mais adiante também apresentadas por ele, para mandar prender simpatizantes de Bolsonaro, deixou de comparecer a um interrogatório virtual marcado pelo homem de cujos crimes apresentou provas.
Neste Brasil invertido de hoje, foi ele que teve de fugir da polícia e se exilar na Itália, com toda a sua família, que foi diretamente ameaçada pelo homem que ele denunciou.
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