No mundo encantado dos jatinhos, cada enxadada é uma minhoca
28 de abril de 2026 § Deixe um comentário


A PF investigava a suspeita de corrupção de um auditor fiscal, Marco Canella, indiciado em um outro inquérito por facilitação de contrabando ou descaminho, por ele ter permitido que um funcionário desembarcasse de um voo do jato particular de Fernando Oliveira Lima, dono de uma empresa de apostas online, no aeroporto Catarina, em São Roque, SP, e passasse com sete volumes de bagagem por fora do raio-X, cena que ficou gravada nas câmeras de segurança.
Como o voo era proveniente de um paraíso fiscal – a ilha de St. Martin, no Caribe – e o auditor já tinha sido indiciado por crimes de facilitação ao contrabando e descaminho, a PF suspeitou que o conteúdo das bagagens pudesse ser ilegal.
Mas ao aprofundar a investigação, descobriu que alem do dono das bets e do fiscal ficha suja, estava a bordo do avião a fina flor do Congresso Nacional: o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luisinho (PP-RJ), aquele envolvido com a clinica que fez transfusões de sangue contaminado com AIDs recentemente, e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
Tudo isso rolou em abril de 2025, quando a CPI das Bets estava a pleno vapor no Senado, com participação de Ciro Nogueira.
A PF apurou que os parlamentares passaram suas bagagens pelo Raio-X. Mas até agora ninguém sabe o que continham e a quem pertenciam os sete volumes desviados da máquina.
Ao esbarrar com os figurões, a PF, enviou o que tinha apurado para o STF, que cuida de “fazer justiça” aos brasileiros mais iguais que os outros. E como tudo que pode render dividendos políticos, o processo foi entregue esta semana – adivinhem! – a Alexandre de Moraes.
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