Para um país que já foi mar sem dono de figuras como Assis Chateaubriand, Roberto Marinho e Emílio Odebrecht — cavalheiros que navegavam entre o público e o privado com o patrimonialismo de quem é dono do mar —, decifrar GM é exercício de aritmética básica em saber qual é o resultado de 1+1= o óbvio que não precisa ser explicado. GM é a encarnação perfeita da herança de uma mentalidade brasileira arcaica; o eterno “você sabe com quem está falando?” devidamente lustrado com o verniz da toga.
O que o distingue dos barões do passado é o curioso fenômeno de sua ascensão: sua formação, seus tentáculos empresariais e seu vultoso patrimônio jamais conheceram a intempérie do livre mercado. Tudo foi amealhado sob o sol quente e o porto seguro da estabilidade de um alto funcionário do Estado.
Atrevo-me a dizer que, se dependesse da meritocracia brutal que esmaga milhões de brasileiros “raladores”, GM não passaria de um “adevogado” mequetrefe, gastando a sola do sapato em corredores de fórum de segunda instância.
Ótimo vídeo.
Parabéns ao @Spotniks .
Para um país que já foi mar sem dono de figuras como Assis Chateaubriand, Roberto Marinho e Emílio Odebrecht — cavalheiros que navegavam entre o público e o privado com o patrimonialismo de quem é dono do mar —, decifrar GM é exercício de aritmética básica em saber qual é o resultado de 1+1= o óbvio que não precisa ser explicado. GM é a encarnação perfeita da herança de uma mentalidade brasileira arcaica; o eterno “você sabe com quem está falando?” devidamente lustrado com o verniz da toga.
O que o distingue dos barões do passado é o curioso fenômeno de sua ascensão: sua formação, seus tentáculos empresariais e seu vultoso patrimônio jamais conheceram a intempérie do livre mercado. Tudo foi amealhado sob o sol quente e o porto seguro da estabilidade de um alto funcionário do Estado.
Atrevo-me a dizer que, se dependesse da meritocracia brutal que esmaga milhões de brasileiros “raladores”, GM não passaria de um “adevogado” mequetrefe, gastando a sola do sapato em corredores de fórum de segunda instância.
Nem cabo, nem rabo… Já são intoleráveis as pernósticas verborreias, cuspidas pela beiçola…
Não há poder que dure para sempre.