Justiça decreta prisão preventiva do influenciador amigo de Janja e dos MCs Ryan e Poze do Rodo
23 de abril de 2026 § Deixe um comentário


Depois de algumas reviravoltas, a Justiça decretou hoje a prisão preventiva do influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e conexões com o crime organizado.
A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos, no estado de São Paulo, aceitou o pedido da Polícia Federal.
Mais cedo, o STJ havia determinado a soltura dos três ao conceder habeas corpus.
De acordo com os delegados da PF, eles são suspeitos de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.
Estimando valores não rastreados do esquema, o volume da fraude pode chegar a R$ 260 bilhões.
Os três têm estreita ligação com a campanha vitoriosa de Lula em 2022, sobretudo o canal Choquei, que se tornou um fenômeno de audiência manipulando os algoritmos e fazendo fofocas.
Na época, Janja era uma fonte privilegiada de Raphael Sousa, que divulgava tudo o que era favorável ao PT e contra Bolsonaro.

A decisão da PF ocorre depois que o STJ concedeu habeas corpus para os três, que haviam sido presos temporariamente no último dia 15 durante a Operação Narco Fluxo.
No habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias.
Mas, a partir do material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros, a PF disse já ter elementos para converter as prisões temporárias em preventivas.
A investigação contra o influenciador e os funkeiros começou a análise de arquivos digitais do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.
Nas investigações, Morgado é descrito como “contador” de grandes traficantes e influenciadores, responsável por estruturar empresas de fachada, movimentar dinheiro via criptoativos e apostas on‑line, e organizar esquemas de blindagem patrimonial, ocultando a origem ilícita de recursos que podem chegar a bilhões de reais.
Com a decisão judicial, 36 investigados tiveram suas prisões temporárias convertidas em prisões preventivas e 3 em prisões domiciliares:
Estefany Pereira da Silva: prisão domiciliar.
Rodrigo de Paula Morgado: prisão preventiva. Apontado como contador e operador-chave;
Ryan Santana dos Santos: prisão preventiva. Conhecido como MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário final;
Tiago de Oliveira: prisão preventiva. Braço-direito e gestor financeiro de Ryan;
Alexandre Paula de Sousa Santos: prisão preventiva. Conhecido como “Belga” ou “Xandex”;
Lucas Felipe Silva Martins: prisão preventiva;
Sydney Wendemacher Junior: prisão preventiva;
Arlindma Gomes dos Santos: prisão preventiva. Vulgo “Nene Gomes”;
Raphael Sousa Oliveira: prisão preventiva. Criador da página “Choquei” e operador de mídia;
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva: prisão preventiva;
Diogo Santos de Almeida: prisão preventiva;
Vinicius dos Reis Pitarelli: prisão preventiva;
Rodrigo Inacio de Lima Oliveira: prisão preventiva;
Luis Carlos Custodio: prisão preventiva;
Jose Ricardo dos Santos Junior: prisão preventiva;
Ellyton Rodrigues Feitosa: prisão preventiva;
Caroline Alves dos Santos: prisão preventiva;
Mateus Eduardo Magrini Santana: prisão preventiva;
Henrique Alexandre Barros Viana: prisão preventiva;
Mauro Jube de Assunção: prisão preventiva. Contador;
Chrystian Mateus Dias Ramos: prisão preventiva;
Luis Henrique Matos Maia: prisão preventiva;
Orlando Miguel da Silva: prisão preventiva;
Sun Chunyang: prisão preventiva;
Xizhangpeng Hao: prisão preventiva. Controlador da empresa Golden Cat;
Sergio Wegner de Vargas: prisão preventiva;
Thiago Barros Cabral: prisão preventiva;
Vitor Ferreira da Cruz Junior: prisão preventiva;
Yuri Camargo Francisco: prisão preventiva;
Leticia Feller Pereira: prisão preventiva;
Alex Lima da Fonseca: prisão preventiva;
Jiawei Lin: prisão preventiva;
Thadeu José Chagas Silveira: prisão preventiva;
Renan Costa da Mota: prisão preventiva;
Marcus Vinicius Rodrigues de Assis: prisão preventiva;
Guilherme Ricardo Fuhr: prisão preventiva;
Jonatas Cleiton de Almeida Santos: prisão preventiva;
Fernando de Sousa: prisão domiciliar;
Débora Vitória Paixão Ramos: prisão domiciliar;
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