A fortuna da elite secreta que monopoliza 40% do PIB de Cuba
20 de abril de 2026 § 1 comentário


Enquanto a população enfrenta escassez de alimentos e combustíveis e apagões quase diários, um conglomerado secreto das Forças Armadas de Cuba administra bilhões de dólares sem prestar contas ao Estado, registra a BBC Brasil.
A chamada Gaesa, sem site ou balanços públicos, controlava em 2024 pelo menos US$ 17,9 bilhões em ativos, incluindo US$ 14,4 bilhões em contas bancárias, segundo documentos vazados ao Miami Herald.
Nascida nos anos 1990 para captar dólares durante o período que sucedeu a queda da URSS, essa holding militar expandiu-se sob Raúl Castro e passou a monopolizar 40% do PIB cubano com turismo, remessas, comércio exterior, missões médicas e bancos.
A Gaeta não é auditada pela Assembleia Nacional, não paga impostos e registrou 38% de lucro em 2024, muito acima da média global de 5-15%.
Presidida até 2022 por Luis Rodríguez López-Calleja, ex-genro de Raúl, e agora por Ania Lastres, a holding seria controlada por até 15 pessoas do círculo familiar de Castro, usando redes offshore em paraísos fiscais para ocultar seus donos reais.
O contraste é brutal: 90% dos cubanos vivem em extrema pobreza, o PIB encolheu 15% em cinco anos, mas a Gaesa prioriza hotéis de luxo em Havana em vez de investir na agricultura (que produz apenas 20% dos alimentos) ou na rede elétrica em colapso.
Economistas dizem que seus US$ 14,5 bilhões funcionam como “reservas internacionais paralelas” fora do Banco Central, possivelmente em bancos russos, chineses e paraísos fiscais para escapar das avaliações americanas de Trump.

E sempre a mesma coisa. Pisam no povo até espremer o último centavo, enquanto a Nomenklatura nada em um mar de dinheiro público roubado.
Aliás, toda organização criminosa funciona do mesmo jeito.