Fachin admite crise no judiciário e diz que juiz não pode atuar como político
17 de abril de 2026 § 3 Comentários


“Sempre que o juiz parecer estar atuando como agente político disfarçado de intérprete jurídico, perde-se a confiança pública”, disse hoje Edson Fachin em um evento da FGV registrado pela Folha.
Segundo ele, é preciso reconhecer que o Brasil está imerso em uma crise em relação à atuação do Judiciário e o Supremo tem que refletir sobre sua atuação e seus limites.
“É uma crise que precisa ser enfrentada, e enfrentada com olhos de ver e ouvidos de ouvir”, afirmou. “Sob pena de repetirmos, para problemas novos, soluções velhas que significam simplesmente relegar os problemas sem resolvê-los.”
Fachin reconhece que a Justiça precisa se atentar a seus limites: “Toda a expansão do poder, ainda que bem-intencionada, precisa ser acompanhada de autocontenção e reflexão crítica”.
E acrescentou: “É imprescindível que o Judiciário, e especialmente o Supremo Tribunal Federal, ao qual se atribui, não sem controvérsia, obviamente, a última palavra sobre a Constituição, mantenha o Judiciário postura reflexiva sobre os limites de sua própria atuação”.
Para o presidente do STF, o Judiciário precisa “colocar diante de si necessariamente um espelho no qual possa se ver para enxergar possibilidades e também enxergar os seus limites”, reconhecendo que o país vive “tempos de desconfiança institucional” e “intensas polarizações em todos os sentidos”.
Ao ser questionado sobre referências a ministros do STF no escândalo do Banco Master, Fachin afirmou que nenhuma instituição e nenhuma pessoa são imunes ao escrutínio, e o STF não ocultará o caso.
“Esta crise, que não nasceu dentro do Supremo Tribunal Federal, não será pelo Supremo Tribunal Federal ocultada”, disse.
Tudo ia aparentemente bem, até vir a ducha de água fria: “O tribunal dará respostas importantes de maneira unida e colegiada, defendendo a instituição e também defendendo a prerrogativa de quem quer que seja de se defender, de valer-se do direito à defesa, de esclarecer essas circunstâncias, e também de prestar contas à sociedade”.

É o clássico morde e assopra. Precisamente, mais assopra do que morde.
Como consertar o STF com esses integrantes que aí estão? Para ter alguma chance de virada, só uma reforma através do congresso, que subtraia poderes desses caras. Quem acredita nisso?
Encenação de safado acuado…
Jamais esquecer que foi ele quem, apreciando embargos de declaração em habeas corpus, “descondenou” Lula e produziu a catástrofe que ora vivemos.