A exemplo das máfias, intocáveis do STF iniciam caçada a quem os ameaçou

16 de abril de 2026 § 3 Comentários

Encabeçada por Gilmar Mendes e Dias Toffoli, a ala do Supremo chamuscada pelo relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), na CPI do Crime Organizado, que ainda inclui Alexandre de Moraes, aposta em um processo rápido contra o parlamentar, que deve resultar em sua inelegibilidade até o final deste ano, informa a CNN.

“Vieira não terá mais paz” foi o recado de um deles após a rejeição por 6 votos a 4 de seu parecer, que pediu o indiciamento de três ministros do STF, além do fiel escudeiro Paulo Gonet, da PGR.

Glimar promete protocolar uma representação contra o relator da CPI junto à PGR, sob a acusação, ironicamente, de abuso de poder, no melhor estilo acuse-os do que vossa excelência faz.

Ontem ainda, Alessandro Vieira disse que as manifestações dos ministros do STF representam ameaças e tentativas de constrangimento.

“As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país. […] Eu não me curvo à ameaça. Não me curvava cidadão, não me curvava delegado, não vou me curvar como senador da República”, respondeu.

E emendou: “Ministros confundem a instituição com a própria figura humana e se colocam numa condição de não suscetíveis de erro. Isso não corresponde à realidade. Eles podem errar, e daqui a pouco vamos ter maturidade de fazer essas apurações”.

O relator da também enterrada CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), saiu em defesa do colega de Parlamento e defendeu que haja uma “faxina” nos Poderes da República.

Segundo ele, é difícil saber o que pensar de uma situação em que ministros do STF são colocados como indiciados, em uma comissão que investiga o crime organizado.
“Este país não aguenta mais tanta sujeira. A Nação brasileira está na lama, é fedentina pra todo lado!”, declarou.

Como profetizou o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Nacional), Kléber Cabral, “é menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.

Na ocasião, ele criticava mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento de funções públicas para servidores da Receita e do Serpro no âmbito do famigerado inquérito das Fake News, criado em 2019 sob a relatoria de Alexandre de Moraes, aquele cuja família recebeu R$ 80 milhões de Daniel Vorcaro referente a um contrato de R$ 129 milhões firmado com o banco Master e revelado juntamente com dados fiscais do ministro e sua esposa, razão que motivou a perseguição.

“A imposição de restrições sem um processo administrativo prévio ou prova de crime grave é uma tentativa de humilhar, constranger e amedrontar a categoria”, acrescentou, sem precisar dizer explicitamente que estava falando exatamente do tal abuso de poder a que se referia Gilmar Mendes.

§ 3 Respostas para A exemplo das máfias, intocáveis do STF iniciam caçada a quem os ameaçou

  • Evol 1 disse:

    E tal Contaratto fala mansa que se prestou ao serviço sujo? A regra é clara e imutável: uma vez petista, sempre petista.

    Houve um embate direto entre Contaratto e o relator, Alessandro Vieira.
    ​Vieira tentou ler seu relatório final, que continha pedidos de indiciamento polêmicos.
    ​Contaratto, na presidência, barrou a tentativa de leitura sob o argumento de que a sessão precisava seguir o rito regimental, o que incluiu a oficialização da entrada dos novos membros (Beto Faro e Teresa Leitão) antes de qualquer votação ou leitura.

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    Falou o chefe da suprema gangue, em face do desgaste do seu fiel escudeiro…

  • Maristela Sorensen disse:

    Há diversas acusações contra o STF , eles vão cair primeiro

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