PT é o partido dos trabalhadores desde que o patrão não seja uma empresa chinesa

14 de abril de 2026 § 1 comentário

O secretário nacional de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, foi exonerado do Ministério do Trabalho e Emprego por permitir a inclusão da montadora chinesa BYD na chamada “lista suja” de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão.

A fabricante de carros elétricos entrou no cadastro em 6 de abril e foi retirada dois dias depois, em 8 de abril, por decisão liminar de um juiz do TRT-10, após um mandado de segurança apresentado pela própria empresa, que alega que os trabalhadores foram contratados por empreiteiras, não diretamente por ela.

Para erguer a fábrica, a BYD trouxe para seu canteiro de obras no Brasil o modelo chinês de trabalho.

Vídeos e fotos mostravam agressões físicas com chutes e pontapés, alojamentos sujos, mal iluminados e sem divisão para homens e mulheres, banheiros imundos, sopões servidos dentro de coolers, funcionários descalços e bebendo água salobra de poças por falta de alternativa e jornadas de 12 horas sem dia de descanso.

Segundo o G1, Brandão teria desobedecido orientações do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Primeiro, por incluir a BYD na lista.

Depois, por desacatar uma solicitação do ministro ex-sindicalista de exonerar a chefe da Coordenação-Geral de Combate ao Trabalho Escravo, que assinou a atualização da “lista suja”.

No fim, o secretário acabou destituído do cargo.

“A exoneração de uma autoridade por cumprir a lei é um fato extremamente grave”, afirmou Rodrigo Carvalho, auditor-fiscal do trabalho e membro da coordenação executiva nacional da Anafitra.

“Isso fragiliza a autonomia da fiscalização e coloca em risco uma política pública construída ao longo de décadas”.

O governo Lula justificou a decisão, dizendo tratar-se de “ato administrativo de gestão”.

Erguida com um investimento de pelo menos R$ 5,5 bilhões na Bahia do governador Jerônimo Rodrigues do partido que deveria ser dos Trabalhadores, a fábrica da chinesa BYD tem um histórico de denúncias de crimes contra funcionários de empresas terceirizadas.

Em 2024, cerca de 163 trabalhadores importados da China foram resgatados de trabalho análogo à escravidão na obra de construção da fábrica em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

Na ocasião, havia pouquíssimos funcionários brasileiros trabalhando na obra.

No total, eram 470 operários chineses de três empresas diferentes, que cuidavam de terraplanagem e estruturas externas e internas.

Além das condições degradantes e insalubres de funcionários, órgãos como governo federal, TCU e STJ foram acusados de receber da BYD carros emprestados.


§ Uma Resposta para PT é o partido dos trabalhadores desde que o patrão não seja uma empresa chinesa

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    Trabalhador chinês é escravo do trabalho e brasileiro é escravo do Bolsa Miséria.
    Vai ser uma guerra entre os empresários chineses e o 5×2 de lula.
    Se depender da índole baiana, ajudada pelo bolsa miséria, a BYD está falida.

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