Número de soldados mobilizados indica que invasão terrestre está longe
30 de março de 2026 § 2 Comentários


A chegada de 2.500 fuzileiros navais adicionais da 31.ª Unidade Expedicionária e outros 2.500 marinheiros eleva o número de tropas americanas no Oriente Médio para mais de 50 mil militares, cerca de 10 mil a mais do que o habitual, enquanto seguem circulando os boatos de que Donald Trump pretende ordenar uma invasão terrestre da ilha de Kharg como parte de uma operação para reabrir o estreito de Ormuz.
Normalmente, há cerca de 40 mil soldados americanos espalhados por bases e navios na região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Iraque, Síria, Jordânia, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Mas, com a escalada da guerra no Irã o número ultrapassou os 50 mil, segundo um oficial militar americano revelou ao NYT.
Na semana passada, o Pentágono também enviou cerca de 2.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército (paraquedistas) para o Oriente Médio, a fim de oferecer ao presidente opções militares adicionais.
Questionada pelo Washington Post sobre as informações reveladas, a porta-voz da Casa Branca, Katherine Leavitt disse que “é função do Pentágono fazer preparativos para dar ao Comandante-em-Chefe a máxima flexibilidade. Isso não significa que o Presidente tenha tomado uma decisão”.
50 mil soldados é, entretanto, um número pequeno para qualquer operação terrestre de grande porte. Israel utilizou mais de 300 mil soldados em suas operações na Faixa de Gaza, que começaram em outubro de 2023. Já a coalizão liderada pelos EUA que invadiu o Iraque em 2003 contava com cerca de 250 mil soldados no início.
Trump, no seu estilo tradicional de morder e assoprar, não dá registro do golpe em sua popularidade e da desordem econômica planetária desencadeada por sua ação no Irã, para a qual não há final honroso para os EUA à vista, nas vésperas da eleição de meio de mandato, e continua dando declarações bombásticas.
Ontem no Financial Times lá estava ele dizendo que “Para ser honesto (sic), minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã (…) talvez tomemos Kharg, talvez não, temos muitas opções”; que quem pergunta, nos EUA, porque ele está fazendo isso são “pessoas estúpidas”; que Mojtaba Khamenei já “pode estar morto ou ferido”, mas que depois da morte do pai dele “o Irã já está sob novo regime” e seus emissários têm negociado com “pessoas muito profissionais”, estas que têm autorizado alguns navios a cruzar o estreito de Ormuz.
Ele deu prazo até 6 de abril para que as negociações com o mediador do Paquistão cheguem a bom termo.

Ué, uai, as guerras não tinham evoluído para atos cirúrgicos, sem perdas de vidas humanas?
Se invadirem o continente as perdas de vidas poderão ser grandes. Os soldados iranianos são treinados para rechaçar este tipo de invasão. O território é montanhoso e conhecido por eles, deixando-os em vantagem frente aos americanos. A não ser que a tecnologia e a espionagem americana/israelense sejam, mais uma vez, fator de diferença. Os americanos teriam que identificar e anular os soldados iranianos antes que eles ajam, com o uso por exemplo de espiões, satélites, drones, infravermelho e sensores de calor para visão noturna, etc… Terão que trazer novidades, pois todas estas tecnologias são antigas e de conhecimento geral. Será que teriam armas do programa Guerra nas Estrelas?