Trump faz apelo para potências enviarem navios ao Estreito de Ormuz

14 de março de 2026 § Deixe um comentário

Com o preço do barri de petróleo já estabilizando acima de US$ 100, Donald Trump fez um apelo público para que aliados e outros países enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz, num esforço para reforçar a segurança da rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o regime dos aiatolás no Irã.

Em mensagem em sua rede social, ele disse esperar especificamente a participação de China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países cujas economias dependem da livre navegação na região.

A guerra chega a um impasse estratégico.

Do ponto de vista tático e operacional, a campanha impressiona, mas a posição estratégica do Irã se fortalece diante da possibilidade de se beneficiar da crise energética e sair dela com vantagem.

Sem partir para uma ofensiva terrestre, os EUA parecem ter atingido um limite de guerra e, apesar do domínio aéreo, não conseguem reabrir o Estreito de Ormuz, interromper os ataques com mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região ou cessar a pressão iraniana sobre o tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.

Preocupados com a escalada do petróleo, os EUA também relaxaram sanções à Rússia, para escoar as vendas de petróleo – decisão foi criticada por Zelensky.

Nesta semana, os americanos anunciaram o envio de cerca de 2,5 mil fuzileiros navais para o Estreito de Ormuz, com os militares já a caminho a bordo de navios de guerra, incluindo o USS Tripoli baseado no Japão.

O destacamento faz parte de um grupo anfíbio de prontidão, solicitado pelo Comando Central dos EUA (responsável pelo Oriente Médio) ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, e se soma a mais de 50 mil soldados já posicionados na área.

Autoridades americanas veem isso como medida para conter ameaças iranianas, como minas navais e drones, que elevaram o risco à navegação comercial.

O presidente também reforçou que a Marinha dos EUA começará a escoltar petroleiros “muito em breve”, ampliando o tom militar da operação já em curso contra o Irã.

Trump disse ainda que os Estados Unidos vão “bombardear implacavelmente” a costa iraniana e continuar a afundar navios do país, caso o estreito permaneça sob risco, prometendo tornar Ormuz “aberto, seguro e livre”.

Ele sustenta que a capacidade militar do Irã está “completamente derrotada”, embora admita que o país ainda consiga usar drones, minas e mísseis de curto alcance para atacar embarcações na região.

Os conflitos no Oriente Médio entram na terceira semana neste sábado, sem perspectiva de cessar-fogo, já com 2 mil mortes, segundo agências.

Ontem, os EUA atacaram a ilha de Kharg, centro vital da produção de petróleo do Irã, além de realizar junto com Israel uma nova onda de bombardeios a Teerã.

Hoje, um ataque com drones atingiu a embaixada dos EUA em Bagdá.

Trump sabe que o tempo não está a seu favor e terá de escolher: ceder à pressão econômica e encerrar o confronto sem destituir ou controlar o regime; continuar os ataques atuais e correr o risco de uma campanha prolongada com aumento dos preços globais do petróleo; ou se preparar para uma guerra generalizada na região.


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