Manifestantes incendeiam sede do partido comunista em Cuba
14 de março de 2026 § 1 comentário

Manifestantes invadiram e atearam fogo à sede municipal do Partido Comunista de Cuba (PCC) na cidade de Morón, província de Ciego de Ávila, durante protestos contra apagões prolongados, falta de alimentos e combustível que paralisam o país há semanas.
Vídeos mostram multidões retirando móveis e objetos da sede para queimá-los na rua, gritando “Liberdade!” e batendo panelas, sob motos iluminando a escuridão dos blecautes generalizados.
Há denúncias de tiroteios e feridos.
A revolta ocorre em meio à pior crise de abastecimento da história recente: postos sem gasolina, retorno ao carvão para cozinhar e colapso energético, agravados por sanções americanas do governo Trump e queda do turismo.
O ditador Miguel Díaz-Canel admitiu ontem que está negociando com Washington “saídas” à crise – anunciou isso em rede nacional.
Sem petróleo venezuelano e sob duras sanções, o regime cubano está encurralado enquanto a crise se aprofunda e a população passa ainda mais fome, e se revolta.
Depois de décadas, Havana precisa negociar para sobreviver, criando condições para um momento histórico: a abertura do regime cubano e o fim de uma das ditaduras mais brutais do século 20.
Com a queda de Maduro e o colapso da ditadura cubana, coração do movimento que catalisou uma aliança revolucionária e socialista na América Latina, as esquerdas estabelecidas na região — do chavismo ao lulismo — nunca estiveram tão próximas de ver tudo ruir.
Antes de reconhecer as conversar com o governo Trump, Cuba havia anunciado a libertação antecipada “nos próximos dias” de 51 prisioneiros, como demonstração de “boa vontade” em relação ao Vaticano, mediador histórico entre Havana e Washington.
Ainda assim, os esforços do regime não têm aliviado pressão interna crescente, com atos se espalhando por várias províncias.
Comosempre, depois de disseminada a revolta ocorre a queda do tirano.
Nunca foi diferente. Só mespero que venha alguém menos tirano, menos comunista e, portanto, menos safado.