Toffoli volta a estar na berlinda, o que põe o STF inteiro em risco

25 de fevereiro de 2026 § 2 Comentários

Como se recorda, autorizado por Andre Mendonça a recusar um “convite” para depor na CPMI do INSS, que investiga o vasto território do assalto sistemático aos aposentados do Brasil, em cima do qual ele estruturou o seu mega-golpe financeiro, Daniel Vorcaro declinou o convite.

Ao mesmo tempo, ele concordou em depor à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado porque ela é regida pelo mais liso dos aliados do PT, o senador Renan Calheiros, que frequenta o olho do furação da corrupção brasileira desde os tempos de Fernando Collor de Mello.

E segundo o que está combinado entre os dois, esse depoimento vai se concentrar na atuação do BC na liquidação do Master, o que combina com a convocação de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto por Randolfe Rodrigues na CPI do Crime Organizado.

O depoimento deve acontecer na semana que vem e provavelmente ocorrerá em São Paulo, para evitar que Vorcaro se desloque a Brasilia.

O princípio de não auto-incriminação em que se baseou a decisão de Mendonça de desobrigar Vorcaro de depor na CPMI do INSS, não impede, entretanto, a responsabilização dele por essa CPMI a partir de provas documentais.

A comissão trabalha agora com a expectativa de analisar o material que a PF está colhendo sob o comando de Andre Mendonça nas próximas semanas, para decidir se pedirá novos indiciamentos.

Até o momento André Mendonça mostra-se “com a faca nos dentes” nessa missão. Sua primeira providência foi botar para fora da investigação os dois agentes que Toffoli tinha escolhido a dedo para esconder, em vez de achar provas:

  • o perito Lorenzo Victor Schrepel Delmutti, designado para cuidar dos celulares e computadores de Vorcaro perdeu sua senha de acesso às provas;
  • o delegado Rafael Dantas, que ficava nos bastidores agindo em favor de Toffoli, foi tirado do caso.

Como ha mais de 100 aparelhos eletrônicos e celulares a serem decodificados, Mendonça autorizou que as extrações dos dados e análise dos celulares e dispositivos eletrônicos a serem periciados seguissem o “fluxo ordinário de trabalho” da instituição, “com distribuição regular das demandas entre peritos habilitados, conforme critérios técnicos e administrativos”, e a guarda e análise das provas idem, com cópias entregues à CPMI do INSS.

Ao ameaçar seus pares na reunião dos 10 ministros do STF gravada e vazada para a imprensa, de entregar os podres de todos, Toffoli conseguiu “convencê-los” a revogar a ordem para o seu fuzilamento que tinha vindo diretamente de Lula, que foi quem mandou Andrei Rodrigues produzir o relatório que, diante da ameaça, acabou sendo rejeitado pelo STF.

Mas se Toffoli tinha saído incólume dessa primeira batalha, ele volta, agora, a estar na berlinda.

A ver o que mais o STF fará para, protegendo-o, proteger-se a si mesmo.


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