Desembargador absolve réu por estupro e é denunciado pelo primo por tentativa de abuso
25 de fevereiro de 2026 § 2 Comentários


O primo de um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu revelar que sofreu na adolescência uma tentativa de abuso sexual praticada por seu familiar depois de saber que ele absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos na cidade mineira de Indianópolis.
Relator do caso, o juiz Magid Nauef Láuar considerou a relação um “vínculo afetivo consensual” semelhante a matrimônio, derrubando a condenação a 9 anos e 4 meses de prisão da primeira instância.
Ao saber da sentença, Saulo Láuar, primo do desembargador, hoje com 42 anos, denunciou ao CNJ a tentativa de abuso sexual que sofreu aos 14 anos praticada pelo magistrado, que é primo de sua mãe.
Em entrevista ao jornal O Globo, Saulo disse que guardou esse segredo por muito tempo, mas reviveu o trauma após ler sobre o julgamento.
Acabou divulgando a denúncia nas redes e formalizou a queixa em Teófilo Otoni.
Saulo contou que o primo desembargador chegou a ligar pedindo sigilo sobre o caso antigo, alegando que se tratava de uma “brincadeira” em momento de estresse.
Publicamente, Magid Nauef Láuar, casado e pai de três filhos, ainda não se manifestou.
Até tu, magistrado?
O que estão esperando jogar esse bandido na cadeia?