A conta não fecha com o fim da escala 6×1

13 de fevereiro de 2026 § 2 Comments

A FecomercioSP divulgou um estudo que alerta para os desequilíbrios que serão provocados caso o Congresso aprove o fim da escala 6×1. Eis os pontos:

  1. Ao reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais, a PEC eleva o custo por hora em 22,2%, mantendo o salário mensal fixo. Exemplo: com R$ 2,2 mil, sai de R$ 10 para R$ 12,22 a hora, pois menos horas diluem o pagamento.
  2. Reajustes anuais em convenções coletivas ficam em 1% a 3%, enquanto o salto de 22% é insustentável para micro, pequenas e médias empresas, que representam a maioria dos empregos formais e não absorvem sem demissões ou repasse de preços.
  3. Dados da RAIS 2023 mostram que 63% dos vínculos celetistas têm 41 a 44 horas semanais, atingindo fortemente o varejo (89%), a agricultura (92%) e a construção (91%) —setores chave do PIB com dependência de mão de obra intensa.
  4. A entidade estima eliminação de 1,2 milhão de postos no 1º ano, por aumento imediato de custos sem ganhos de produtividade, que é baixa no Brasil (aqui foi de US$ 21,40 por hora em 2024, contra US$ 94,80 nos EUA).
  5. O fim da escala 6 por 1 tende a provocar repasse de custos aos preços, elevando inflação (4,2% em 2025), sem melhorar a produtividade —já na 78ª posição global— e ignorando negociações atuais que fixam média de 39 horas semanais, similar a países desenvolvidos.

§ 2 Responses to A conta não fecha com o fim da escala 6×1

  • inventive2b4fa30bf9 disse:

    A mudança de escala vai afetar todos os trabalhadores CLT. E isso inclui os que prestam serviços, nessa categoria, `a administração publica (vigilantes, limpeza, serviços gerais, etc.).

    Falta ainda saber se a mudança também afeta os servidores públicos concursados

    De qualquer modo seria bom os srs. parlamentares avaliarem o impacto disso nas contas públicas seja pelo aumento do orçamento quanto pela necessidade de aumentar o quadro de trabalhadores em razão da redução das horas de trabalho.

    Quem é que vai pagar a conta?

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    Estamos criando um país de VAGABUNDOS e de POBRES, sem qualificação para funções simples, principalmente no setor de serviços.
    Além das graves questões sindicais e trabalhistas, ainda nos defrontamos com o problema da demagogia e do controle do povo, feito por um desgoverno socialista, que pretende substituir a força de trabalho por um exército de encabrestados, estúpidos votantes do sistema comunista, dependentes de migalhas assistencialistas, fornecidas pelos poucos que trabalham.
    Não há um só empresário que não reclame da qualidade da mão de obra e da impossibilidade financeira de contratar gente mais qualificada, por salários mais justos, já que a economia oligárquica patrimonialista também não estimula a livre iniciativa, pois os empreendimentos de maior lucratividade são monopólios estatais ou o oligopólio dos amigos do rei.
    A política trabalhista atual obriga à contratação de mão de obra barata e, portanto, desqualificada, desmotivada e instável.
    As empresas não conseguem compor uma equipe de maior produtividade porque há retração econômica do mercado, inflação e altos custos operacionais que exigem investimentos incompatíveis com o baixo consumo e ainda concorrentes com os preços dos produtos importados de países com escala muito superior à degenerada indústria nacional.
    Com a qualificação profissional e salarial niveladas por baixo, o balconista de hoje, será o frentista do posto amanhã ou o auxiliar de serviços gerais, gerando descaso pela função e trabalho ruim.
    Esse salário é pesado para quem paga e irrisório para quem recebe, uma equação que só fecharia, caso o governo não inchasse a folha de pagamento com custos demagógicos e paternalistas que se evaporam no perdularismo estatal.
    Parafraseando o presidente americano Ronald Reagan: “no Brasil, o patrão finge que paga e o empregado finge que trabalha”.
    Resta ao brasileiro receber pouco, ou o Bolsa Família, e se endividar na Shopee ou no boteco da esquina.
    Não à toa, rumamos para a cubanização do país, conforme planejado pelo Foro de São Paulo, com 73,3 milhões de brasileiros inadimplentes, quase 44% da população adulta do país devendo mais do que ganha.

Deixe uma resposta

What’s this?

You are currently reading A conta não fecha com o fim da escala 6×1 at VESPEIRO.

meta

Descubra mais sobre VESPEIRO

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading