Brasil tem 16,6% de desempregados, não 5,1%, como diz o IBGE
10 de fevereiro de 2026 § 1 comentário


A taxa oficial de desemprego de 5,1% divulgada pelo IBGE para 2025 mascara a realidade do mercado de trabalho do Brasil.
O índice mais confiável é 16,6%.
Quem diz isso é David Gertner, PhD em Estudos da Comunicação.
Ele denuncia uma manobra de “comunicação” do IBGE, que chama uma parcela dos desempregados de “população economicamente inativa” e exclui milhões de trabalhadores do cálculo.
Para chegar aos 16,6%, Gertner escancarou a artimanha estatística da principal pesquisa usada por Marcio Pochmann e sua turma, que define como “desempregado” apenas quem está ativamente procurando emprego nas últimas quatro semanas.
Bastou incluir três grupos ignorados pelo IBGE para desmascarar o índice oficial.
São eles:
1) Cadastrados em programas assistenciais como Bolsa Família, que deixaram de buscar trabalho formal para não perder o benefício;
2) Desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego por desânimo; e
3) Subocupados, aqueles que trabalham poucas horas por semana, fazendo bicos.
Resultado: ao considerar esses três grupos, o percentual triplicou, expondo uma subestimação crônica da crise no mercado de trabalho do país.

É Fernão, o IBGE esta se comprovando um verdadeiro cabide de empregos. Não observa os princípios da publicidade, da moralidade e da eficiência prescritos no art, 37 da Constituição.
Um dos dados de maior relevância, cuja divulgação está a cargo do Instituto é o Produto Interno Bruto que mede o desempenho economico do Brasil.
Mas esse agregado tem quatro componentes: gasto das famílias, gastos do governo, investimentos e saldo da balança comercial.
Divulgar o dado bruto, sem os componentes impede que se saiba por exemplo se os celebrados aumentos do PIB se devem ao crescimento dos gastos do governo (taxa de juros). A simples constatação de que os gastos das famílias permanecem constantes ou são inferiores à taxa inflação também revela muito.
Algumas vezes solicitei que o Instituto passasse a divulgar a série histórica do PIB e de seus componentes, no entanto lá todos os ouvidos são moucos.
Por óbvio, a pratica deveria ser adotada também para os PIB dos estados, o que comprovará que os estados do SUL-SUDESTE são “mães de aluguel” das demais unidades federadas.
Não interessa aos governos deixar os intestinos à mostra.