Trump quer internacionalizar a contra-ofensiva cultural

24 de novembro de 2025 § 1 Comment

O Departamento de Estado está emitindo novas regras para todas as embaixadas e consulados dos EUA para a elaboração de seus relatórios anuais sobre violações de direitos humanos.

Países que implementam políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) agora correm o risco de serem considerados violadores dos direitos humanos pelo governo Trump, o que altera o status quo nas relações diplomáticas

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que “não há como um governo implementar políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) sem discriminar certos grupos de pessoas”.

“A DEI, por sua própria natureza, é anti-meritocrática, anti-sucesso e pró-privilégio. Cria um ciclo interminável de pessoas clamando pelo status de ‘oprimidas’ em vez de cultivarem a integridade e a realização pessoal”.

“Os esquerdistas veem os direitos humanos como contingentes à identidade. Em outras palavras, para eles algumas pessoas têm mais direitos do que outras, dependendo de sua história genética e orientação sexual. E os burocratas do estado e os propagadores dessa visão convenientemente se autoproclamaram os tomadores de decisão sobre quais grupos merecem mais direitos”.

“Para vencer na vida, é preciso encontrar uma maneira de conquistar o favor do governo e alcançar o prêmio cobiçado: chegar ao topo da hierarquia da diversidade”.

“Eles veem o direito à liberdade de expressão como condicional; tudo depende da etnia e da identidade sexual de quem fala. Tratam as fronteiras nacionais e a identidade nacional como uma construção social que precisa ser demolida (se o país estiver enraizado na civilização ocidental). Enxergam o Ocidente como um bem comum global, uma zona econômica a ser saqueada e não protegida. Consideram a moralidade relativa, a infância circunstancial e os direitos dos pais como um obstáculo. A educação de crianças é um imperativo político para a sobrevivência da esquerda. É preciso que noções como as de certo e errado jamais lhes passem pela cabeça”.

Os direitos que o governo Trump defende incluem o direito à liberdade de expressão, o direito a fronteiras seguras, o direito à integridade cultural sem o medo de substituição cultural forçada, a proteção de crianças contra consentimento manipulado, o direito à igualdade de oportunidades (não à igualdade de resultados), o direito à vida.

“Muitos desses ideais são dados como certos nos EUA, mas o governo Biden revelou a fragilidade desses padrões. Milhões de americanos se uniram para contestar as politicas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e outros mecanismos de autoritarismo progressista”.

“Faz pouco sentido, portanto, recompensar governos estrangeiros progressistas com alianças e benefícios econômicos depois de anos lutando para derrotar essas mesmas ideias cancerígenas nos EUA”.

“O governo Trump não considerará como ‘aliados’ nem permitirá que fiquem impunes governos que permitem violações dos direitos humanos, como a mutilação de crianças, leis que infringem a liberdade de expressão e práticas de emprego discriminatórias com base em raça”.

As novas instruções para embaixadas e consulados registrarão como violações de direitos humanos:

  • ”subsídios para abortos, bem como o número total estimado de abortos anuais”;
  • “cirurgias de redesignação sexual para crianças, definidas como operações que envolvem mutilação química ou cirúrgica… para modificar seu sexo”;
  • “facilitação da emigração em massa ou ilegal “através do território de um país para outros países”;
  • ”prisões, investigações oficiais ou advertências por discurso a pretexto de coibir o ‘discurso de ódio’ online (qualquer discurso que critique a ideologia woke, independentemente de sua racionalidade)”.

Quanto mais cedo governos estrangeiros abandonarem o culto woke, mais fácil será para eles se engajarem com os EUA em termos de relações e comércio.


§ One Response to Trump quer internacionalizar a contra-ofensiva cultural

  • Evol 1 disse:

    Trump jamais poderá ser acusado de frouxo. Coragem não lhe falta para encarar temas dos mais espinhosos. É disso que o mundo precisa.

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