‘O progresso técnico não é fruto do acaso de ideias brilhantes de um gênio numa garagem’
13 de outubro de 2025 § 2 Comentários


Em sua coluna no Estadão, o professor Vladimir K. Teles da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas revelou que teve o Nobel de Economia como orientador em seu pós-doutorado em Harvard. Segundo ele, a pesquisas de Philippe Aghion é aplicável em diversas áreas e a inovação não se define por um gênio na garagem:
“O coração da contribuição de Philippe Aghion foi dar forma rigorosa a uma intuição antiga de Joseph Schumpeter: o progresso técnico não é fruto de um acaso de ideias brilhantes de um gênio em uma garagem, mas o resultado de escolhas racionais feitas por empresas que decidem investir em inovação, mesmo diante do risco de serem rapidamente superadas. Essa visão ficou conhecida como progresso técnico endógeno. Em outras palavras, o avanço tecnológico depende de incentivos, instituições e políticas públicas que moldam o comportamento dos agentes econômicos”.

Eu acho que o economista deve ter dado uma passadinha pelo Brasil para estudar O QUE LEVA UM PAÍS AO DESASTRE ECONÔMICO, como comprova suas premissas abaixo:
“A pesquisa científica e tecnológica só floresce onde há pessoas preparadas para desenvolvê-la e trabalhadores capazes de aplicá-la quando chega à linha de produção.”
“Países “imitadores”, que ainda percorrem o caminho até a fronteira tecnológica, precisam de sistemas educacionais que permitam transformar conhecimento importado em produtividade doméstica.”
“O Estado não deve proteger grandes empresas, mas criar condições para que novas possam surgir. Políticas industriais eficazes não escolhem “campeãs nacionais”; estimulam competição dinâmica. O crédito público deve ser canalizado para firmas pequenas e empreendedoras, com potencial de inovação e crescimento. É um erro subsidiar empresas e, ao mesmo tempo, blindá-las da concorrência. O papel do Estado é fomentar a entrada, a experimentação e a mobilidade – não preservar estruturas estabelecidas.”
A pesquisa tecnológica e científica é dependente do financiamento, para a formação do corpo de pesquisadores e de seus laboratórios específicos.
A política protecionista e importadora impede a produtividade e, de quebra, o desenvolvimento tecnológico porque este é fruto das necessidades de crescimento da livre iniciativa e de seu natural enriquecimento, se devidamente amparada por políticas de desenvolvimento do parque produtivo interno.
Resta a oligarquia patrimonialista que privilegia conglomerados comparsas, sem concorrência e, portanto, despreocupados com demandas mercadológicas e desenvolvimento tecnológico e científico, pois suas tarifas dependem da política que ajudam a conformar nos gabinetes do poder e sempre serão beneficiados pelos cofres públicos, pouco se importando com os resultados da inflação que causarão.
Crescimento e inovação significam progresso da livre iniciativa e do seu enriquecimento, financiador da ampla rede de pesquisas tecnológicas e científicas, algo resumido aos interesses de investimentos pela política oligárquica estatizante e socialista.