A explosão do custo do crédito para famílias e empresas com taxa de juros em 15%
3 de outubro de 2025 § 2 Comentários


A alta dos juros bancários elevou significativamente o custo do crédito para famílias e empresas em agosto, acompanhando o ciclo da taxa básica Selic em 15% ao ano. Segundo o BC, o cartão de crédito rotativo atingiu o patamar de juros de 451,5% ao ano, tornando-se a modalidade mais cara do mercado, mesmo após as limitações impostas em 2024. Essa taxa representa um aumento de 5,3% em relação a julho e 24,6% em 12 meses.
O impacto mais severo é observado nas famílias, com o endividamento chegando perto de 50% da renda e o comprometimento da renda a quase 30%. Para as empresas, a taxa de juros para capital de giro subiu para 38% ao ano, pressionando ainda mais o custo de financiamento. A inadimplência geral também aumentou, alcançando 3,9%.
Essa alta reflete um problema estrutural na economia brasileira, onde o custo elevado do crédito limita o consumo e o investimento, prejudicando a recuperação econômica enquanto a Selic permanece elevada. Paralelamente, o desajuste fiscal do governo tende a se intensificar.
Asfixiante
Não é a alta dos juros o problema, o problema é como disse seu último entrevistado direto da Suíça, o governo fica com quase toda a margem de lucro e de rendas das famílias e empresas, e tudo é velho, pobre, carros, máquinas, as pessoas acostumam-se com a velharia de quem não tem lucro na renda. O governo manda na gente, por isso esmaga (quase esmaga, pois precisa da gente pelo menos meio vivo) a gente.