O homem suspeito de ter elos como PCC e o Hezbollah
29 de agosto de 2025 § 2 Comentários


Mohamad Hussein Mourad se tornou um dos principais alvos de investigações do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal. Ele é apontado como “epicentro das operações” no esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro do ramo de combustíveis. Segundo as autoridades, o empresário atua em “toda a cadeia produtiva do setor”, facilitando a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis.
As megaoperações desta semana reforçam as suspeitas tanto em relação ao elo de Mohamad, conhecido como Primo, com o crime organizado, mais especificamente o PCC (Primeiro Comando da Capital), como sobre as fraudes no decorrer da cadeia produtiva de combustíveis.
Segundo se noticiou, parentes de Mohamad moram no Líbano e, de acordo com os investigadores, ele tem proximidade com integrantes do grupo terrorista Hezbollah, o que poderia facilitar sua fuga para fora do Brasil, aproveitando a logística da organização criminosa.
A Polícia Federal ainda não sabe explicar como ele fugiu.
Com a compra da formuladora Copape e da distribuidora Aster, Mohamad teve capilaridade no negócio, com as usinas de etanol, passando por distribuidoras, transportadoras, fabricação, refino, armazenagem e redes de postos de combustíveis e conveniência.
Ele é investigado por diversas fraudes em combustíveis, com desdobramentos em lavagem de capitais, fraudes tributárias e estelionato, comandando operações que superam a cifra de R$ 8,4 bilhões, segundo as investigações.
O portal Metrópoles fez um levantamento de quem é Mohamad Mourad:
• Mohamad se apresenta como dono da G8 Log, uma empresa de transportes, mas que, segundo a investigação, é uma empresa de fachada usada para “ocultar e blindar a frota de veículos e para a lavagem de capitais”.
• A G8 Log não tem frota própria. Os caminhões da empresa estão registrados pela “Blue Star Locação de Equipamentos”, que também é a proprietária de veículos que circulam com a logomarca da Usina Grupo Itajobi, uma usina de etanol que também pertence ao mesmo grupo.
• Outra empresa que possui veículos ligados ao grupo é a “Locar Locadora Ltda”, que teve um primo de Mohamad no quadro societário.
• Segundo a investigação, a rede de Mohamed é extensa e inclui familiares, além de sócios e “profissionais cooptados”.
• Os irmãos e primos de Mohamad são sócios de terminais de armazenamento, postos de combustíveis e usavam diversos fundos de investimento imobiliário “para os propósitos do grupo”.
• Essa não é a primeira vez que Mohamad é alvo de operações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP. Em 2023, o grupo deflagrou a Operação Cassiopeia, que também tinha como alvo a Copape e a Aster. Antes, as empresas já haviam sido investigadas na Operação Arina.
A Copape é considerada uma das maiores empresas de postos de combustível “bandeira branca” do país. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) chegou a fechar a Copape por suspeita de envolvimento com o PCC e depois por fraude na cadeia produtiva de combustíveis.
E o sujeito …. FUGIU? Como assim?
Avisaram da operacão?