Qualquer semelhança não é mera coincidência

23 de março de 2025 § 4 Comentários

Václav Havel, escritor e dramaturgo, foi protagonista, em 1968, da primeira grande rebelião contra o comunismo afogada em sangue nos países invadidos pela União Soviética, conhecida como A Primavera de Praga.

Desde então seu destino foi o que Alexandre de Moraes reserva para os inimigos da ditadura brasileira: suas peças foram proibidas, seu passaporte foi confiscado e ele foi repetidamente preso nas décadas de 1970 e 1980.

Depois da Queda do Muro, em 1989, foi o primeiro presidente da Checoslováquia livre.

Suas peças focavam sempre os esquemas de controle do pensamento pelos regimes totalitários . Este é um exemplo de seus textos, extraído de “The Power of the Powerless”:

O totalitarismo afeta cada passo que uma pessoa dá, mas o faz com luvas ideológicas. É por isso que a vida no sistema é tão completamente permeada de hipocrisia e mentiras. O abuso arbitrário de poder é chamado de “observância do código legal”. A falta de liberdade de expressão se torna “a mais alta forma de liberdade”. Eleições ridículas se tornam “a mais alta forma de democracia”. A proibição do pensamento independente se torna “a mais científica das visões de mundo”. Como o regime é prisioneiro de suas próprias mentiras, ele precisa falsificar tudo. Ele falsifica o passado. Ele falsifica o presente e ele falsifica o futuro. Ele falsifica estatísticas. Ele finge não possuir um aparato policial onipotente e sem princípios. Ele finge respeitar os direitos humanos. Ele finge não perseguir ninguém


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