Traição de Trump à Ucrânia desencadeia corrida armamentista
8 de março de 2025 § 1 comentário


Como segundo da fila dos ex-invadidos pela União Soviética (no mapa em preto, excluída a Turquia, ela e os outros que tiveram a mesma sina), o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, discursou 6a feira no Parlamento para dizer que o país não apenas tem de dobrar o tamanho de seu exército, de 230 para 500 mil homens, como tem de tratar de conseguir armas nucleares e não convencionais.
“Digo isso com total responsabilidade: não basta comprar armas convencionais, as mais tradicionais. O campo de batalha está mudando diante de nossos olhos mês a mês. A Polônia deve buscar as possibilidades mais modernas, também relacionadas a armas nucleares e armas não convencionais.”
No dia anterior, em Bruxelas, os líderes da União Europeia concordaram em investir 800 bilhões de euros em defesa nos próximos anos, com 150 bilhões a serem gastos no curto prazo, tanto em ajuda à Ucrânia, quanto no fortalecimento de seus arsenais.
Está cada vez mais claro, portanto, que propostas como a de Trump, em tudo semelhante à que Lula tentou empurrar logo após sua posse, não vão resultar em paz mas apenas transformar uma guerra localizada numa guerra continental generalizada, como está claro desde sempre para quem não é analfabeto em História e em geopolítica.
Exatamente por isso é que foi criada a Nato.
Eu vejo um pouco diferente disso.
A NATO foi criada como um organismo de defesa conjunto. Com o tempo, os participantes europeus foram se eximindo de responsabilidade, numa posição bem confortável, acabando por deixar quase toda ela sobre os EUA.
Agora os EUA disseram, alto e claro, “se vocês não fazem a sua parte do tratado, eu não tenho mais porque fazer parte dele.”
Parece que resolveram se coçar…..