Trump, o NY Times e o desmoralizado Prêmio Pulitzer: a história se repete
5 de fevereiro de 2025 § 1 comentário


Donald Trump conseguiu uma importante vitória segunda-feira no processo que abriu contra a banca de premiação do Prêmio Pulitzer de jornalismo, ao obter da corte a autorização para o procedimento de uma investigação da correspondência interna entre eles para dar ao NY Times e ao Washington Post o prêmio do ano de 2018 pelas “reportagens”, hoje comprovadamente falsas, do caso que ficou conhecido como “Russiagate”, que afirmavam que a campanha de Trump à presidência tinha sido favorecida por hackers russos a serviço de Vladimir Putin.

A autorização para evoluir para a “discovery phase” é uma figura jurídica concreta do código de processo americano que abre todos os sigilos necessários ao esclarecimento caso.
O advogado Quincy Bird disse que “O presidente Trump está decidido a levar à justiça todos quantos divulgaram falsificações e fake news a seu respeito”.

O Prêmio Pulitzer está desmoralizado desde que foi atribuído em 1932 a Walter Duranty, chefe do escritório do mesmo NYTimes em Moscou pelos 14 anos que se seguiram à vitória dos bolchevistas, durante os quais ele deliberadamente falsificou a realidade e escondeu as matanças de Stalin.
Duranty é, desde então, o arquétipo do falso jornalismo.
Desde que foi desmascarado – por outro jornalista inglês por isso assassinado mais tarde pela KGB – vários processos foram abertos para a revogação desse prêmio por uma falsificação escandalosa. Mas o NYTimes sempre se mobilizou para proteger seu falso “repórter”.
Pelo jeito, neste caso, a história se repete.
Onde será que há no mundo um lugar sem corrupção? Ilha das cobras? Vulcões? Na profundidade dos oceanos?