O que se sabe sobre os atentados nos EUA
2 de janeiro de 2025 § 2 Comments

Os dois ataques terroristas que marcaram o réveillon nos Estados Unidos ainda não foram declarados formalmente relacionados, embora uma primeira conexão entre eles já tenha sido identificada: tanto a camionete Ford F-150 usada no atentado por atropelamento de New Orleans (15 mortos e 35 feridos), quanto a camionete Tesla que explodiu na frente do Trump International Hotel em Las Vegas (1 morto 7 feridos) foram alugadas por meio do aplicativo de aluguel e partilha de carros Turo.
O FBI identificou o atacante de New Orleans como Shamsud-Din Jabbar, de 42 anos, nascido nos Estados Unidos e residente em Houston, Texas. Segundo o irmão, ele foi criado como cristão, era especialista em TI e serviu o exército de 2007 a 2015 no Afeganistão, permanecendo na força até 2020 como reservista. Ele se apresentava na internet como corretor de imóveis. Mas em algum momento dessa carreira ele passou a frequentar sites ligados ao Estado Islâmico e converteu-se ao islamismo. Desde então, segundo o irmão, vinha se mostrando “cada dia mais louco”.
Agora morava num trailer num terreno para esse tipo de residente da periferia de Houston de maioria muçulmana, quase ao lado de uma mesquita.
Isso meio que inaugura nos Estados Unidos um padrão que vem se repetindo na Europa: terroristas recrutados entre pessoas com nacionalidade dos países que atacam, recrutados pela internet, treinados ou não em viagens ao Oriente Médio, e que agem no padrão de “lobos solitários”.

“Shamsu-din”, o nome que ele assumiu, significa “filho da religião” em urdu, que é uma das línguas faladas no Paquistão. A camionete que ele lançou contra a multidão carregava uma bandeira do Estado Islâmico hasteada na traseira da caçamba, e carregava pelo menos dois artefatos explosivos que foram desmontados depois pela polícia. Depois dos atropelamentos ele desceu da camionete atirando contra a polícia, ferindo dois policiais, até ser morto a tiros.
Muito triste. Esses radicais estão criando uma situação muito difícil para muçulmanos que exercem sua religião de forma pacífica e só querem ter uma vida digna. Está ficando muito complicado para países aceitarem, principalmente refugiados, que são os que mais precisam. Triste!!
Uns poucos loucos colocando em check crença milenar… muito triste!